Destino Patagônia
A primavera e o verão são os melhores períodos para viajar aos confins da América do Sul e explorar uma região onde a natureza se impõe, hipnotiza e encanta qualquer visitante.
A Patagônia equivale a um terço dos territórios de Argentina e Chile. Vai do Rio Colorado, no limite norte, até o Cabo de Hornos, o último traço de terra do continente, já no extremo sul da Terra do Fogo. Nessa vastidão, as paisagens alternam desertos, bosques, vulcões, lagos, geleiras e grandes montanhas da Cordilheira dos Andes. Nos mapas do turismo, a Patagônia entrou de vez a partir da década de 1960, com a abertura de estradas e dos aeroportos em El Calafate e Ushuaia, na Argentina, e em Punta Arenas, no Chile – as principais cidades e pontos de partida para as melhores atrações da chamada Patagônia Austral.
No Chile, o Parque Nacional Torres del Paine, datado de 1959, virou uma espécie de símbolo do país. O explorador argentino Francisco “El Perito” Moreno (1852-1919), escreveu no seu diário de bordo em 1877: “Visitei de novo a Patagônia, sempre levado pelos mesmos propósitos: conhecer esses territórios até os últimos rincões e convencer, com provas irrecusáveis aos incrédulos e aos apáticos, a grandeza dessa região”.
E onde fica Patagônia?
A Patagônia é uma região natural no extremo sul do continente americano que abarca a parte sul do Chile e da Argentina, incluindo os chamados Andes patagônios. Ao sul da Cordilheira dos Andes, a Patagônia é uma das mais belas regiões do planeta, de paisagens únicas e impressionantes, compreendendo uma imensa área, limitada ao norte pelo Rio Colorado, ao sul pelo Estreito de Magalhães, a oeste pelo Oceano Pacífico, e a leste pelo Oceano Atlântico.
Já no Chile, a Patagônia engloba as Cordilheiras da Costa e dos Andes desde o Rio Biobío até o ponto onde mergulham no oceano e desmembram-se em um arquipélago com mais de 2.000 km de extensão, composto por milhares de ilhas cobertas de selva e infindáveis fiordes e canais em grande parte inexplorados.
Cultura em Patagônia
A região sul da Patagônia, por mais preservada que esteja, perdeu já há um bom tempo algo que é de se esperar em zonas selvagens: os nativos. É possível encontrar descendentes de tehuelches, selknams, onas e kaweskars trabalhando em hotéis, fazendas ou pequenos negócios. Mas a maioria já mesclada etnicamente aos brancos. As razões são várias.
Tanto no Chile quanto na Argentina a recepção ao turista é hospitaleira, qualidade que se ressalta no homem do interior acostumado à vida isolada em razão das grandes distâncias.
A cultura e os hábitos do homem pampeano, representado no Brasil pela figura do gaúcho, presente no Rio Grande do Sul e em partes de Santa Catarina e do Paraná, adentra Argentina e Chile e prolonga-se em direção ao sul por uma faixa ininterrupta até os confins da Terra do Fogo, mesclando-se com bolsões de descendentes de imigrantes europeus com a forte cultura indígena autóctone.
Gastronomia em Patagônia
Além dos diferentes e mais tradicionais alimentos, é possível conseguir em Magallanes excelentes mariscos como são: os ostiones, caracoles (Trophon ou Piquilhue), os quais são preparados de diferentes maneiras dentro dos mais cotados estão: Ao pipil (salteado em oliva, maltrato, e ají cacho de cabra). Ou a parmesana (com crema mantequilla, queijo parmesão gratinados ao forno). E como o mais clássico CHUPE (pão remojado em leite, sofrito, mantequilla, vinho branco e condimentos em geral).
Na Patagônia andina destacam-se os patês, carnes de javali, trutas, salmão e mariscos. O prato mais famoso do Chile é a cazuela, uma sopa com legumes, frango ou carne. A comida chilena tem alguns pratos de grande importância como as empadas, o docinho de choclos, as humitas, os porotos granados e o curanto. Assim mesmo, destacam os mariscos tais como lulas e pescados como o congrio, salmão e linguado.
El Calafate – A capital dos glaciares
O Perito Moreno, a mais impressionante geleira do Parque Nacional Los Glaciares.
O paredão de gelo tem a altura de um prédio de seis andares. Em mirantes de madeira, as pessoas podem observá-lo a cerca de 50 metros de distância de sua base. Do meio da imensidão de água congelada, estalos ocos reverberam até os ouvidos. De repente, um grande bloco de várias toneladas desprende-se do paredão e explode nas águas do lago com o som de um trovão. Nenhum outro glaciar da
América do Sul permite que seus visitantes assistam de tão perto, e de ângulos tão favoráveis, a um dos mais impressionantes espetáculos da natureza quanto o Perito Moreno, na Argentina.
O rio de gelo desde o topo da cordilheira até alcançar uma das margens do Lago Argentino, assim como fazem outras três centenas de geleiras na região de El Calafate, uma cidade que adora ser chamada de capital dos glaciares.