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Nova York: De volta para o futuro
Nova York parece uma velha conhecida mesmo para quem põe os pés nela pela primeira vez. Não há nenhuma outra cidade no mundo que possa rivalizar com sua fama.
Ainda que seja seu primeiro passeio de barco para ver o skyline da parte sul da ilha de Manhattan, você sentirá que algo está faltando no cartão-postal. Os ataques terroristas que derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center deixaram uma ferida aberta, impossível de esconder ou de esquecer.
Vieram bem na hora em que Nova York estava passando por uma fase estupenda, com a criminalidade despencando e o setor imobiliário em franco crescimento. Talvez, por isso, a resposta tenha sido tão rápida e cheia de vitalidade.
Passados alguns anos do fatídico 11 de setembro de 2001, foi anunciado o projeto da Freedom Tower, que tomará o lugar que ocupava o World Trade Center como o maior edifício de Nova York e um dos maiores do mundo. O projeto só deve terminar em 2011, mas já deu outra cara ao Ground Zero: em vez de pesar e destruição, a área está marcada pelos bons fluídos da reconstrução.
Nova York é uma cidade de modas passageiras. O que hoje faz sucesso amanhã pode cair no esquecimento. A cidade retomou seu ritmo frenético de metrópole de todos os povos. As milhares de pessoas que passam diariamente pela estação do World Trade Center, no coração financeiro da Big Apple, parecem nem dar mais importância para o enorme buraco rodeado de guindastes. Estão olhando para o futuro, como sempre foi em Nova York, cidade de vanguarda.
Bem-cuidada, segura e cheia de opções de consumo e passeios, continua a ser a metrópole mais cosmopolita do planeta e uma das que mais atraem turistas e aventureiros.
Nova York: A cidade de estrangeiros
Apesar da paranóia de segurança criada nos Estados Unidos e em suas embaixadas espalhadas pelo mundo, os ataques terroristas não conseguiram arranhar a maior marca de Nova York: a miscigenação. É claro que há uma cansativa peregrinação para conseguir o visto, mas uma vez que você entrou na cidade, a liberdade é total.
Em Ellis Island, ao sul de Manhattan, próximo à Estátua da Liberdade, desembarcaram entre 1892 e 1954 cerca de 12 milhões de imigrantes, que vieram tentar a vida na América. Fluxos migratórios de várias partes do mundo fizeram de lá a metrópole de todos os povos. Não haveria melhor lugar para construir a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), inaugurada em 1945, com o término da Segunda Guerra Mundial, quando a hegemonia econômica passava das mãos da Europa para os Estados Unidos.
Nova York recebe bem todos os estrangeiros, sobretudo porque é uma cidade de estrangeiros. Não precisa treinar para disfarçar o sotaque, pois todo mundo tem o seu próprio sotaque. Nesse caldeirão cultural, muitas situações inusitadas acontecem. Depois de sair de um bistrô francês onde tocava música brasileira, você pode pegar um taxista indiano ou paquistanês que vai falar um inglês praticamente impossível de ser entendido. Se preferir pegar um metrô, vai ver propagandas em inglês e espanhol. A língua é quase tão ouvida nas ruas da cidade quanto o inglês, por causa dos inúmeros imigrantes vindos da América Latina.
Nova York é mesmo uma Babel moderna. Ali há um reduto reservado para cada cultura e até bairros inteiros para as culturas mais presentes, como no caso de Chinatown, Little Italy e Spanish Harlem. Os brasileiros, muito presentes na cidade, também ganharam seu espaço, a Little Brazil, como é chamada a 46th Street. Um bairro curioso é o Hell´s Kitchen, ou cozinha do inferno, onde estão concentrados restaurantes de todas as nacionalidades.
Não se intimide com a fama que os nova-iorquinos têm de serem mal-humorados empedernidos. Basta que você se faça entender, que qualquer um está disposto a fazer um esforcinho para ajudá-lo. Afinal, além de muitos estrangeiros que moram na cidade, Nova York é reduto de turistas o ano inteiro. Em qualquer ponto turístico, curiosos se acotovelam com suas câmeras digitais, enquanto engravatados passam apressados, correndo contra o tempo.
Saiba para onde ir em Nova York
A ilha de Manhattan é apenas um dos cinco distritos em que foi dividida Nova York, ao lado de Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island. Mas quando se fala de turismo na Big Apple, não tem jeito: as atenções se voltam para Manhattan. A ilha de cerca de 4 km de largura por 22 km de extensão, que fica entre os rios Hudson e East, a poucos quilômetros da desembocadura no Oceano Atlântico. É onde a cidade nasceu, onde estão todas as suas principais atrações e tudo o que há nela de melhor e mais sofisticado.
Manhattan é o coração de uma das maiores metrópoles do mundo, mas não é um labirinto. Bem ao contrário. Excetuando a parte sul da ilha, que tem ruas tortuosas, todo o resto foi muito bem planejado.
Os saxões foram metódicos ao projetar a cidade. Nada de nomes de personalidades nas principais ruas. Números para as avenidas e para as ruas, nomes meramente referenciais para a maioria dos bairros. SoHo, por exemplo, não significa nada além de South of Houston Street, ou seja, o bairro que fica ao sul da rua Houston. TriBeCa, que pode parecer um nome engraçado e criativo, tem um significado frio e objetivo, é o Triangle Below Canal Street, ou seja, o triângulo que está logo abaixo da rua do canal. Pode parecer pragmático demais para um brasileiro, mas funciona.
Prepare suas pernas
Apesar da disponibilidade, evite ao máximo ficar pegando táxi e metrô, pois o jeito mais divertido de conhecer Manhattan é mesmo caminhando e o relevo plano da ilha ajuda muito nesse sentido. Uma forma interessante de montar seu roteiro é escolher atrações próximas para visitar no mesmo dia e fazer o percurso entre elas a pé. Uma caminhada por Manhattan pode ser por si só uma atração turística, pois a cidade sempre reserva boas surpresas. Tudo na ilha parece que foi pensado para estar no lugar em que está como no cenário de um filme.
Por isso, Nova York é uma metrópole tão especial. Ela guarda em seu centro uma espécie de "ilha da fantasia", onde tudo funciona, onde há tudo do bom e do melhor de todas as partes do mundo.
Uma ilha altamente cuidada e visitada por turistas, não apenas os estrangeiros, mas também muitos americanos, que veem a cidade com orgulho como o centro do mundo e a síntese do american way of life.
A escala gigantesca das construções e a megalomania típica de Manhattan não fazem da ilha um lugar sufocante. Suas ruas e avenidas retas oferecem sempre uma linha do horizonte em meio ao mar de arranha-céus, conferindo uma dimensão humana à metrópole.
Embora completamente domada, a natureza não se inibe em meio à selva de asfalto e cimento. As águas caudalosas que banham Manhattan por todos os lados ajudam a amenizar o corre-corre das ruas.
Gastronomia cosmopolita
No campo da gastronomia, a variedade é tão grande quanto na das compras. Cafés, bistrôs, restaurantes, lanchonetes, brasseries, bares, pubs, são muitas as opções. Manhattan é uma cidade cheirosa, tomada pelo odor de delícias variadas e quase irresistíveis.
Um estabelecimento típico da cultura nova-iorquina são as delicatessen, também chamadas apenas por "deli". Esses lugares misturam um ambiente de café com padaria e mercearia. Os cardápios geralmente são muito extensos, englobando pratos, tira-gostos, sanduíches e sobremesas. As duas delicatessen mais famosas da cidade são a Katz´s, em Downtown, e a Carnegie, em Midtown.
A área chamada Meatpacking Distrit, no sudoeste da ilha, entre 14th St. e a Houston St., tem uma série de novos restaurantes, como o Buddakan (75 9th Av.), o Pastis, um bistrô francês (9 9th Av.), o Vento, de culinária italiana (675, Hudson St.), o ONO, de culinária japonesa, (18 9th Av.) e o Highline Restaurant, de culinária tailandesa (835 Washington St.). No Lotus, que serve pratos asiáticos, você pode esticar a balada depois do jantar, com DJ que toca de meia-noite até as 4 da manhã (409 W 14th St.). Confira os destaques da região no site www.meatpacking-district.com.
Um restaurante que vale a pena conferir é o The View, que fica no 50o andar do Marriot Marquis Hotel (1.535 Broadway) e tem uma ótima vista. Entre os restaurantes de hotéis, vale destacar também o Café Pierre, que fica no The Pierre Hotel (5th Av. at 61th), e o L´Atelier, que fica no Four Seasons (57 E 57 St.).
Se a idéia for impressionar sem ligar para o preço, os franceses Alain Ducasse (155 W 58th St.), Daniel (60 E 65St.) e Balthazar (80 Spring St.) são os mais indicados.
Não se esqueça de fazer reserva antes, pois a concorrência é grande. A maioria dos restaurantes tem site na Internet, onde se pode conferir fotos, fazer reservas e até dar uma olhada no cardápio. É costume dar gorjeta entre 15% e 20%.
Com tantas opções, não se pode dizer que Nova York é uma cidade necessariamente cara.
Mas se você não tiver muitos dólares para gastar pode se virar muito bem, mas certamente voltará um pouco frustrado por não ter feito compras e desfrutado de alguns luxos. Não esqueça: você está no reino do consumismo.
Manhattan nunca dorme. A assertiva já virou lugar-comum, mas não perdeu sua validade. Restaurantes, bares, pubs, danceterias e clubes agitam a noite da cidade com opções para jovens e velhos, casais e solteiros.
Nova York: A capital do mundo
Nova Iorque é um dos estados dos Estados Unidos da América, localizado na Região Centro-Atlântico do país. O Estado, com seus 19,4 milhões de habitantes, é o terceiro mais habitado dos Estados Unidos, superado apenas pela Califórnia e pelo Texas.
Mapa é fundamental
Para se localizar bem em Manhattan, basta ter sempre um mapa à mão e saber alguns preceitos básicos. A ilha é dividida em três partes: Downtown, ao sul, onde fica o centro financeiro e uma série de pequenos bairros; Midtown, no centro, o burburinho dos turistas, onde estão os principais hotéis, restaurantes, bancos, teatros e lojas, além de muitos museus; e Uptown, ao norte, onde ficam os bairros residenciais. É muito fácil se locomover na cidade, mesmo na hora do rush, quando as ruas são tomadas de carros e pedestres apressados.
A opção mais cômoda e confortável é pegar um dos cerca de 12 mil táxis que circulam por Manhattan. A oferta é tão grande, que muitas vezes há mais desses inconfundíveis carros amarelos nas ruas do que outros tipos de veículos. Mas quando está chovendo, torna-se uma missão quase impossível encontrar um táxi disponível. Geralmente, a corrida não excede US$ 20.
Uma opção muito mais barata e igualmente rápida e segura é o metrô. Qualquer ponto de Manhattan está no máximo a cinco quarteirões de uma estação. Não se impressione com a imundície de algumas estações. Ao pegar o metrô, atente para a letra da linha que deseja tomar, já que muitas estações estão na confluência de mais de uma linha. Em muitos casos, há duas entradas separadas, uma para os trens que vão sentido Downtown outra para os que vão no sentido Uptown.
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