

Dos três municípios na área dos Lençóis (Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro do Maranhão), Barreirinhas – a 252 km da capital maranhense, São Luís – é o maior (tem 44 mil habitantes) e o mais estruturado para receber turistas, com destaque para a hospedagem no confortável Lençóis Flat Residence, que oferece 242 apartamentos, e o ótimo Porto Preguiças Resort.
A partir da cidade, o primeiro passeio a fazer é o que leva às famosas dunas e lagoas dos Lençóis. Entre as lagoas mais próximas de Barreirinhas estão a Azul, a da Paz e a da Lua, alcançadas depois que um veículo 4X4 atravessa o Rio Preguiças de balsa e percorre, sacolejando, 40 minutos de uma estrada de areia com alguns trechos alagados, ladeada de cajueiros e, vez por outra, por pequenas casas de barro.
Ao fim do trajeto motorizado, é preciso encarar ainda uma caminhada pelas dunas para ter a primeira visão inesquecível da imensidão dos Lençóis: um mar de areia a perder de vista, já que o parque tem dunas que chegam aos 40 metros de altura e se espalham por 70 km de extensão e 50 km continente adentro, como num deserto.
Isso é apenas uma leve impressão de deserto, já que aqui e acolá, lagoas azuladas e esverdeadas, temporárias ou perenes, também pontuam a paisagem – e convidam a um banho tranqüilo e gostoso.
No passeio, fique de olho na mudança da paisagem, que tanto caracteriza os Lençóis. Ao partir de Barreirinhas, buritizais, açaizeiros e carnaubeiras margeiam o caminho.


O Pólo Parque dos Lençóis, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas. Seu maior atrativo é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, belo e intrigante fenômeno da natureza, que tem Barreirinhas como principal portão de entrada. Um imenso deserto do tamanho da cidade de São Paulo, com cerca de 120 Kms de litoral e área total de 155 mil hectares.
Com acesso pela rodovia que liga Teresina a São Luís, o Parque não conta por enquanto com infra-estrutura para hospedagem e locomoção de visitantes. O transporte local pode ser por jegues ou pelo trator apelidado de "pula-pula" pelos habitantes locais.
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é bastante extenso e sem estradas de acesso. Para conhecê-lo é preciso enfrentar as dunas e o forte calor, sempre em companhia de um guia local.
Quando ir
Os Lençóis Maranhenses estão em seu completo esplendor entre junho e setembro, quando não chove e as lagoas temporárias estão cheias, depois de terem armazenado a água da chuva.
Porém, as belezas do parque não se resumem à alta estação local, já que a região conta com algumas lagoas perenes, especialmente em Santo Amaro do Maranhão, que também realiza atividades alternativas à exploração de dunas e lagoas, como o mergulho de flutuação no Rio Cardosa, nos moldes do que é realizado em Bonito (MS).


Na Avenida D. Pedro II, de frente para a Baía de São Marcos, é obrigatório parar e fotografar o Palácio dos Leões, residência oficial do governador do Estado. Mas a importância do lugar teve início muito antes, quase quatro séculos atrás, quando uma esquadra comandada pelo francês Daniel de la Touche, o senhor de La Ravardière, aportou ali e deu início, em 8 de setembro de 1612, à construção do Forte Saint-Louis, fundando a cidade de São Luís.
Com a retomada do território pelos portugueses, o forte foi transformado em palácio, restando apenas dois baluartes da fortaleza original. Hoje, visitas guiadas – realizadas às segundas, quartas e sextas-feiras, das 14 às 17h30 – levam aos cinco salões sociais do palácio, que guardam móveis trazidos da Europa e uma bela coleção de telas e gravuras.Ali pertinho está a Igreja Nossa Senhora da Vitória, ou Igreja da Sé.
Erguer esse templo foi a maneira encontrada pelos portugueses para agradecer a vitória obtida em cima dos franceses na Batalha de Guaxenduba, um dos muitos capítulos da peleja entre os dois países pelo controle de São Luís. Datada de 1629 e sofrendo remodelações até adotar o estilo neoclássico, em 1922, a igreja mantém o altar-mor talhado em ouro e uma parte do interior com azulejos.
É nessa cidade com muita história para contar, muita festa o ano todo – incluindo a programação das radiolas de reggae e o colorido do bumba-meu-boi, que empolga ao som das matracas, dois pedaços de madeira tocados freneticamente – e que consome o dulcíssimo Guaraná Jesus, “o sonho cor-de-rosa”, mais que qualquer outro refrigerante, que um tradicionalíssimo hotel, agora sob o nome Pestana São Luis, está cheio de novidades para se consolidar como a melhor opção de hospedagem da capital.


Todas as manhãs saem carros de tração 4x4 cheios de turistas levando para conhecer as Lagoas Bonita e Azul. Uma lagoa azul-turquesa extremamente transparente, que em alguns pontos atinge 1,5 m de profundidade. São, aproximadamente, duas horas de jipe, no sobe e desce das dunas. Depois, ainda é preciso seguir a pé por trinta minutos. Para chegar ao Parque Nacional, é preciso atravessar o rio Preguiça, principal rio da região que se caracteriza por suas águas escuras, tranqüilas e repleta de peixes. Além das garças, as palmeiras, sua vegetação nativa, dão um espetáculo durante o percurso do rio. O Rio Preguiças deságua no Atlântico e até a sua foz são duas horas, aproximadamente.
O passeio pode ser feito por embarcações que saem diariamente de Barreirinhas ou por lanchas alugadas no porto. Chegando no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses você se depara com 155 mil hectares de pura natureza, num roteiro que dá oportunidade de ver o pôr de sol inesquecível, conhecer a flora e fauna características da região, além de grandes vastidões de dunas, lagoas, banhos de mar.
O cenário é dominado por dunas e lagoas de água doce. As grandes formações de areia alcançam até 40 m de altura e são geradas pela ação dos ventos que sopram constantemente do mar. O avanço continente adentro chega a 50 km e estende-se por cerca de 70 km de praias desertas.
Outra pedida é descer o Rio Preguiças, que margeia o Parque dos Lençóis até desembocar no Oceano Atlântico. A viagem pode ser em barco de linha, barco fretado ou em voadeiras. No trajeto, são obrigatórias as paradas para aproveitar tudo o que o lugar tem a oferecer: dunas, lagoas e paisagens de tirar o fôlego. Grandes atrações do percurso são as comunidades de Atins e Mandacaru, com destaque, nesta última, para o farol, de onde se tem uma visão inigualável do Parque.
Considerada o oásis do Parque, Queimada dos Britos é uma das mais longas caminhadas. São quatro horas a pé só de ida a partir do povoado de Sucuruju. Recomenda-se iniciar esse passeio de madrugada para evitar o sol forte. É possível pernoitar nas casas dos moradores, sendo necessário, para isso, uma rede. Durante o percurso pode-se refrescar nas diversas lagoas e também às margens do Rio Negro.
Conheça a pequena vila de Caburé fica perto da Foz do rio Preguiças, incrustada na areia e com simpáticas pousadas pequenos de chalés. Em uma rápida caminhada é possível ir para a praia ou tomar um banho de rio. Passeios com a lancha voadeira pelo rio garantem aventura e boas fotos.


Os restaurantes locais servem, principalmente, pratos à base de peixes, preparados com receitas regionais e muito capricho, além de cozinha variada brasileira e internacional. Frutos do mar são típicos em Lençóis. As refeições são geralmente para duas pessoas. A comida caseira e a caipirinha também fazem parte do cardápio dessa região.
Quem vai aos Lençóis não pode deixar de experimentar o arroz de cuxá, prato típico da região, e outras especialidades regionais como caldeirada, torta de camarão e carne de bode no leite de coco.
Veja algumas opções de restaurantes:
Restaurante do Carlão: Famoso, faz jus. Pratos simples e exóticos como peixe ao molho de manga. Fica na Pousada Victória do Lopez. Rua Coronel Godinho, s/n.
Restaurante Bela Vista: Com deck sobre o Rio Preguiças vale pela vista.
Restaurante do Hotel Pousada Buriti: Cardápio internacional, com pratos e doces regionais. Rua Inácio Lins, s/n.
Restaurante do Hotel Rio Preguiças: Cardápio internacional. Av. Brasília, 80 - Pça da Matriz.
Pizza Nômade: Tudo que você pede no local, tem qualidade. Pizzas deliciosas, porções e pratos do dia. Fica na orla.