Tido como um oásis de estabilidade no meio do Oriente Médio, este pequeno reino tenta escapar da imagem do terrorismo de seus vizinhos, que acaba de sombrear sua reputação. A Jordânia sempre foi, entre os países de língua árabe, o mais ocidentalizado.
Dos romanos, restaram as ruínas de um imenso teatro na capital, Amã, e a impressionante Jerash, uma das mais preservadas cidades dos césares na região. Os cavaleiros das Cruzadas, por sua vez, deixaram o Castelo de Karak. Para relaxar entre uma aula e outra de história, aproveite as praias de Aqaba, no Mar Vermelho, ou as águas salgadas do Mar Morto, 400 metros abaixo do nível do mar - onde boiar, além de divertidíssimo, dizem ser ótimo para a saúde.
O povo em Amã é muito hospitaleiro, a ponto de convidar você para entrar em casa sem querer vender nada em troca. E, se você esquecer suas coisas na rua, é bem provável que vá encontrá-las intactas horas depois.


Quando chegar a Amã, o visitante vai descobrir que, sim, é possível haver um ponto de equilíbrio, sensatez e paz neste território dominado pelo radicalismo político e religioso. Ao circular pelas ruas, conversar com os moradores, os estereótipos do Oriente Médio caem por terra e o viajante passa a desfrutar, sem medo, de uma capital marcada pelo forte contraste entre a Amã cosmopolita, de bares e restaurantes descolados, e a Amã histórica e de tradições beduínas.
Apesar dos atrativos históricos e culturais, talvez a maior atração da Jordânia seja o seu povo. Os moradores são receptivos, hospitaleiros, e não demora muito para tratarem o visitante como um familiar. Nas ruas de Amã, mesmo que não entendam uma palavra que você diz, vão tentar ajudá-lo, sempre com um sorriso no rosto. E não se espante se, ao pedir uma informação, for levado pelo braço até o local procurado. Isso, de certa forma, ameniza a dificuldade de se localizar pela capital, onde ruas podem ter nomes distintos e endereços oficiais de hotéis e restaurantes muitas vezes indicam apenas o nome da avenida, sem o número. Por isso, o táxi é o melhor amigo do viajante em Amã - se bem que, depois de alguns minutos, o taxista também pode se tornar um.
As turistas mulheres não vão ter muito problema em Amã com relação a vestuário. Apesar de ter imensa maioria de população muçulmana, em geral eles não são fundamentalistas. O uso do hiyab (véu) é opcional e poucas usam, e a burca é um artigo quase em extinção . Nos últimos anos, Amã vem aprimorando suas opções de turismo para deixar de ser apenas uma escala para as principais atrações turísticas da Jordânia: Jerash, a 50 quilômetros da capital, e a imperdível Petra, ao sul, recentemente considerada uma das Sete Novas Maravilhas do mundo. E seria mesmo uma pena passar por ali e não conhecer a fundo esta capital que está quebrando paradigmas no Oriente Médio.
A gastronomia Jordania Ama

São sabores variados, que lembram os pratos servidos nos restaurantes de influência árabe do Brasil, mas com temperos mais acentuados. A variedade é tanta, que muita gente acaba se sentindo empanturrado apenas de experimentar todas as opções. O problema, neste caso, é que toda essa comida é apenas a entrada, chamada de mezze ou mezzah.
Homus (pasta de grão de bico), babaganoush (pasta de berinjela), tabule, creme de tomate, vagens refogadas, saladas, legumes, pastas de iogurte, de pepino e muito pão. São tantos pratos pequenos com diferentes comidas que fica complicado arrumar espaço até para apoiar os copos. Depois de muita conversa e de já comer bastante, a mesa é trocada, e no lugar das entradas chega o kebab, como chamam seu churrasco. São cubos de frango temperado, carneiro e kaftas, os espetinhos de carne moída. Os kebabs deste tipo são as comidas mais populares, e, junto com o mansif (um pesado cozido), são considerados pratos nacionais do país.
Na capital, há uma variedade maior de tipos de comida, e, apesar de dezenas de lugares servirem este cardápio (que podem custar menos de R$ 30 pela refeição completa), há também redes internacionais de fast foods, restaurantes internacionais e até uma churrascaria brasileira.


Amman é uma dinâmica cidade com uma população de mais de um milhão de habitantes e um atrativo centro comercial e administrativo em constante crescimento. A cidade está coroada pela Cidadela, uma colina em que se encontram vários lugares de grande interesse para o viajante: as ruínas do Templo de Hércules, construído em tempos do imperador Marco Aurélio (161-180 d.C.); o Palácio de Omayyad (720 d.C.) e a Igreja Bizantina, construída ao redor dos séculos VI ou VII e cuja localização está marcado pelas colunas corínteas.
Também nesta colina encontra-se o Museu Arqueológico Nacional, que contêm restos dos primeiros assentamentos na região fazem 700.000 anos. Ao pé da Cidadela está o Teatro Romano, construído em 170 d.C. e que conta com uma lotação de 6.000 assentos. O Odeon é um pequeno teatro romano restaurado que se utiliza para concertos. Perto dali o viajante curioso pode admirar no Museu do Folclore e no Museu da Tradição, a ampla gama de artigos que recriam o mundo jordano através dos trajes, objetos musicais, jóias tradicionais etc. Quanto aos artistas contemporâneos jordanos, podemos encontrar seus trabalhos na Galeria de Arte Nacional.
A cidade de Amman é amistosa e segura, se transforma ao tempo em antiga e moderna, ativa e misteriosa. Nela o explorador encontrará um lugar perfeito para percorrer, fazer compras, visitar os restaurantes, cafés, clubes noturnos, e hotéis de todas as tarifas.
A principal atração da cidade é a própria cidade, com seus mercados enormes a céu aberto, que vendem milhões de tipos de produtos e que a coisa mais legal a fazer é pechinchar, pois é isso que os comerciantes gostam em um turista. A arte de pechinchar na região é um costume e é ensinada a todo turista que chega por lá. Os preços realmente acabam ficando mais baratos e os dois lados saem ganhando.


Site do país - www.jordan.gov.jo
Site da cidade - www.ammancity.gov.jo/english
Site de turismo do país - www.visitjordan.com
Embaixada brasileira na cidade - Iskandaronah Street, 17, Abdoun, tel. 962 (6) 592-3941
Fuso horário - 5 horas a mais em relação a Brasília
Gorjetas - É esperado que se dê gorjeta para qualquer serviço prestado. Nos restaurantes, é praxe dar o valor correspondente a 10% o valor consumido. No hotel, 1 a 3 dinares jordanianos já está de bom tamanho para camareiros e carregadores, por exemplo.
Segurança - São raros os casos de roubos em Amã. Caso esqueça a carteira em algum lugar, por acaso, não é surpresa voltar lá minutos - ou horas - depois e encontrá-la intacta. No geral, é uma cidade com baixos níveis de violência.
Visto - É necessário visto para entrar na Jordânia. Ele pode ser obtido na chegada ao país, basta apresentar o passaporte, que deve ter pelo menos seis meses de validade, e pagar uma taxa em dinares jordanianos. Quem preferir sair do Brasil com o visto, pode solicitá-lo na Embaixada da Jordânia, SHIS QI 9, conj.18, casa 14, tel. (61) 248-5407, em Brasília, ou no Consulado, Avenida Paulista, 326, conj. 158/159, Centro, tel. (11) 3285-5521, em São Paulo. É necessário levar o passaporte, duas fotos 3X4, preencher um formulário e pagar uma taxa. O visto normalmente fica pronto em 24 horas e tem validade de 90 dias.