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Fernando de Noronha: O éden brasileiro

Se existe algum lugar no Brasil que pode representar o clichê de “paraíso”, esse lugar é Fernando de Noronha. Não há outro trecho da paisagem brasileira onde a natureza caprichou tanto como no litoral dessa ilha, distante 345 km de Natal (RN) e 545 km do Recife (PE). Mesmo viajantes experientes concordam que ali está uma das mais incríveis coleções de praias de todo o planeta.

Faixas de areia alvas e macias, banhadas por um mar de água cristalina. Ao menos duas delas, a do Sancho e a Baía dos Porcos, lideram qualquer lista das mais belas do País. E ainda tem outras 14 na disputa. Tudo o que for dito sobre qualquer praia de Noronha ainda será pouco para exprimir o que elas realmente são. E, acredite, só vendo para entender.

O principal símbolo de Noronha é um monumento natural de pedra que você já deve ter cansado de ver em fotos publicadas em revistas de viagem: o Morro Dois Irmãos, a poucos metros da beira da Praia da Cacimba do Padre. Os nativos o apelidaram de Morro “Fafá de Belém”, por conta do formato curioso que sugere os seios de uma mulher. Uma lenda local dá conta que seriam mesmo seios petrificados.

Localização: Como chegar em Fernando de Noronha?

Distante 545 km de Recife, capital do Estado de Pernambuco e 360 km de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte e 710 km da cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará.

O Arquipélago é, na verdade, formado pelo topo das montanhas de uma cordilheira de origem vulcânica, com sua base localizada há cerca de 4.000 metros de profundidade: a Dorsa Mediana do Atlântico.

Quando ir?: Há duas estações bem definidas, de acordo com o regime de chuvas. Na estação seca, que se prolonga de agosto a fevereiro, faz mais calor, embora os ventos amenizem a temperatura que gira em tono dos 27º C (mesma temperatura da água do mar).

No verão, as ondas chegam a quatro metros nas praias da Cacimba do Padre e no Boldró (é ruim para os passeios de barco), e as tartarugas chegam para desovar. A ilha está lotada, os preços são mais altos porque é alta temporada e há risco de racionamento de água. A melhor época é entre setembro e novembro quando faz sol e os preços são de baixa temporada. A estação chuvosa vai de março a julho. Evite abril: é quando costuma chover mais.

Cultura: A nova cara de Noronha

O maior inconveniente de Noronha sempre foi a falta de infra-estrutura para receber os visitantes. Quem já esteve na ilha nos anos de 1990 sabe bem disso. Na década passada, a única forma de hospedar-se por lá eram nas casas de família adaptadas para acolher os turistas. Os banheiros eram coletivos, sem chuveiro quente e ninguém cogitava instalar ar-condicionado nos quartos, que cheiravam a mofo. Na camaradagem, os donos das casas emprestavam a geladeira para o hóspede guardar algum lanche e bebidas compradas no mercadinho.

Isso, felizmente, acabou. Há cerca de cinco anos, Noronha iniciou um salto em direção ao conforto. Hoje, é possível admirar a beleza do Morro do Pico de dentro da banheira de ofurô num bangalô da Pousada do Zé Maria. Ou contemplar as águas verdes e azuis da Baía do Sueste debruçado na piscina de borda infinita da Pousada Maravilha. E na onda dos bangalôs, vieram outras novidades de boa qualidade, como a Pousada Tejú-açú, em um local cercado de verde no caminho para a Praia da Conceição; a Solar de Loronha, com vista igualmente adorável para o Morro do Pico; e a Pousada do Vale, com um atendimento de primeira e com quartos equipados até com TV (algumas de tela plana) e aparelho de DVD.

Roteiros: Para onde ir em Fernando de Noronha

Há praias delimitadas por penhascos verdejantes, como a do Sancho, cujo único acesso se dá por uma escada encravada na fenda da falésia, e outras com arrecifes e rochas que formam piscinas naturais, como a Baía dos Porcos e a Praia do Atalaia.

Em alguns trechos, dependendo da época do ano (entre dezembro e março), o litoral é marcado por grandes ondas tubulares, caso da Praia do Boldró e da Cacimba do Padre, palcos para campeonatos internacionais de surfe. Em diversos pontos surgem mirantes aonde todo turista vai para babar com o visual. Quem encara a ladeira para chegar às ruínas do Forte de Nossa Senhora dos Remédios nunca mais esquece a paisagem.

Saindo da Vila dos Remédios, dá perfeitamente para percorrer, num único dia, as praias do Cachorro, do Meio, Conceição, Boldró, Americano, Bode, Cacimba do Padre, Baía dos Porcos e Sancho. Em alguns trechos, o caminho segue pela própria areia da praia, em outros contorna por cima das falésias. Convém ir na maré baixa e estar acompanhado de um guia local para não correr o risco de pegar caminhos errados.

Quem gosta de trilha pode fazer também a do Atalaia, para conhecer o outro lado ilha, já que o caminho vai beirando o Mar de Fora. Passa pela Praia da Caieira, Pontinha e o mirante da Pedra Alta, até chegar à Praia do Atalaia, a mais curiosa de Noronha.

Gastronomia: A evolução gastronômica de Noronha

Noronha não é um pólo gastronômico, mas já tem lá seus bons cardápios. Peixes e frutos do mar são os principais ingredientes dos pratos servidos nos restaurantes simples e aconchegantes de Fernando de Noronha. Uma especialidade local é o tubalhau - famoso bolinho preparado com carne de tubarão.

O Arquipélago oferece aos turistas uma rede de restaurantes onde se pode desfrutar desde a culinária regional mais simples até os pratos mais requintados, com destaque, claro, para os frutos do mar.

Durante o dia a galera se vira nos lanches e petiscos servidos nos bares da Praia do Meio e Conceição ou nos restaurantes self-service da ilha, como o Flamboyant, que fica numa praça de mesmo nome na Vila dos Remédios, e o Biu, na Floresta Velha.

No jantar, vale provar algo mais especial: os frutos do mar do Ekológikus, no Sueste; as massas da Tratoria di Morena, na Floresta Velha; os sushis do Porto Marlin (sábado rola rodízio), no Porto; a moqueca do Varandão da Ilha, na Vila do Trinta; e o bufê do Zé Maria, às quartas e sábados, que é excelente, mas precisa fazer reserva com dias de antecedência. Outro bufê concorrido é o do Hotel Dolphin, que, às sextas, tem um festival gastronômico.

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