O Destino Cairo
O Cairo é Terceiro Mundo e Primeiro Mundo, mundo islâmico e mundo faraônico, uma cidade fervilhante que abala todos os sentidos, simultaneamente. Há milhares de anos de história nesta cidade de 18 milhões de habitantes, e essa história pode ser vista nas próprias pessoas: do mascate moderno, vendendo sua pasta de feijão cozido em um carrinho decorado, do capitão de faluca conduzindo sua embarcação pelo escuro Nilo, o jovem andando de bicicleta em meio ao tráfego com um tabuleiro de pão do tamanho de uma escada equilibrado na cabeça. Prepare-se: tenha um lenço de cabeça para as mulheres entrarem nas mesquitas; pacotes de lenços de papel para paradas em toaletes; pequenos trocados para gorjetas; e, se gostar de beber, uma garrafa ou duas de vinho do free shop do aeroporto. O Cairo tem muito a oferecer, mas uma boa garrafa de vinho não está inclusa.
A cultura em Cairo
Culturalmente, o Cairo é uma cidade interessante com teatros, museus, monumentos, universidades, ruínas nos arredores. O Museu Egípcio é o mais importante porque nele se guardam os maiores tesouros tanto pela sua história como pelo seu valor, do antigo Egito.
No Cairo, encontrará lugares onde poderá ir fazer as suas compras, onde tomar um chá, um café ou uma bebida, lugares para visitar, tudo para desfrutar durante as suas férias no Egito.
Não se esqueça que o seu centro histórico é Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.
A Cidade, a Mesquita são outros locais interessantes para visitar no Cairo, mas o lugar mais visitado é a Grande Pirâmide de Quéops e a Pirâmide de Gizé.
Gastronomia em Cairo
Em meio às barracas do tradicional Khan el Khalili, mercadores vendendo carneiros em cada esquina e encantadores de serpentes a divertir os turistas, as conturbadas e mágicas ruas do Cairo, a efervescente capital egípcia de 15 milhões de habitantes, escondem templos da gastronomia. Uma exótica cozinha, apimentada pela milenar tradição local no comércio de especiarias entre o Oriente e o Ocidente.
O cenário gastronômico do Cairo encontra-se, assim como a situação política do país, entre esse dois mundos, entre receitas clássicas e certos caprichos dos turistas ocidentais. O álcool, proibido nos países islâmicos como o Egito, é uma das concessões feitas aos visitantes. Os jovens locais contentam-se fazendo fumaça com os tradicionais cachimbos (shisha), que se tornaram uma febre nos bares da cidade, em sabores diversos, como maçã (tufah), preferência nacional.
Se quiser um lanche rápido vá a um dos endereços do Felfela express. Vende, por dia, mais de 500 sanduíches de falafel, versão egípcia do hambúrguer, feito de grão-de-bico e servido com homus em pão egípcio (baladi). Anexo ao endereço do centro, está o restaurante original, aberto em 1958, que já recebeu clientes como o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter e o Nobel de Literatura Naguib Maffouz.
Roteiros em Cairo
Um passeio à Grande Pirâmide de Gizé - a única sobrevivente das sete maravilhas do mundo descritas pelos gregos - é como mergulhar na história de uma civilização imortal.
Um dos mais famosos monumentos do mundo é a Esfinge, uma estátua legendária de um corpo de leão com uma cabeça de homem, cujo rosto se assemelha vagamente ao do próprio Chéops. Tem 73 metros de comprimento, 20 metros de altura e ganha contornos fantasmagóricos, à noite, durante os festivais de som e luz para os turistas que ali se realizam diariamente.
Se tiver tempo, prossiga a viagem 24 quilômetros a Oeste do Cairo, até às ruínas de Memphis - erigida pelo Rei Menes, 3100 anos antes de Cristo, é a mais antiga capital do Egipto -, onde poderá ver a colossal estátua de Ramses II e até Saqqara - o mais velho cemitério do país -, com a pirâmide em escada construída em 2650 antes de Cristo pelo célebre arquiteto Imhotep, para o Rei Djoser e composta por seis "mastabas" sobrepostas no topo umas das outras. É o mais antigo monumento do mundo.
Não deixe a cidade sem, antes, visitar o Museu do Cairo, que abriga os mais fabulosos tesouros do Antigo Egito (mais de 100 mil peças), nomeadamente, todo o recheio do túmulo de Tutankhamon, com a sua fabulosa máscara mortuária em ouro pesando mais de 10 quilos e os seus diversos sarcófagos. Apenas a múmia do faraó permanece no seu túmulo, no Vale dos Reis.
Em qualquer civilização milenar que se preze e, muito à semelhança dos chineses, a paciência é a chave do segredo para fazer bons negócios no Egito. Se tiver contactos com a Administração Pública local, marque os encontros e reuniões na parte da manhã, entre as 10h e as 13h, considerado o "período oficial" de trabalho. No sector privado, este horário é, geralmente, mais dilatado. Para evitar confusões e mal entendidos, cumprimente toda a gente com um aperto de mão (seja homem ou mulher). Fato e gravata são regra, para os homens; saia comprida (abaixo do joelho) e casaco ou vestido longo, para as senhoras e nada de cores muito vivas. Não se admire com a falta de pontualidade dos egípcios.
Se procura uma aventura ao jeito do Indiana Jones, experimente uma corrida de táxi no trânsito caótico do Cairo. Quem conhece Marrocos, já fica com uma pequena ideia, só que, aqui, não se respeitam nem os sinais, nem os polícias de trânsito e muito menos os transeuntes. "Apanhar" um táxi não é difícil (são mais de 60 mil na cidade, velhos Fiat ou Lada, pintados de preto e branco). O pior é acertar o preço e ficar com a certeza que este será o mesmo no final da viagem, já que os taxímetros estão, regra geral, avariados ou desligados (tenha, por isso, dinheiro em notas pequenas).
Prepare-se, desde já, para regatear (mesmo em lojas com os preços afixados). O montante pedido pelos vendedores aos turistas é, geralmente, quatro ou cinco vezes superior ao valor real do objeto pretendido e, além disso, uma boa negociação faz parte da cultura árabe de encontrar o "preço justo" em que todos ficam satisfeitos com a transação.
Cairo está lutando para ser uma cidade moderna à sombra das antigas Pirâmides de Gizé. Arranha-céus, trens subterrâneos e a alta sociedade misturam-se com velhas casas de tijolos, carrinhos puxados por mulas e crianças pobres pedindo esmolas. Desde a sua fundação, o Cairo tem sido a capital cultural do mundo árabe, produzindo eruditos em suas universidades e hoje produzindo mais filmes e programas de televisão árabes do que qualquer outro país. Cairo, também é considerada a capital política do mundo árabe.
Serviços em Cairo
Há escritórios de turismo por todo o país, que distribuem mapas e folhetos (nem sempre atualizados). Nas cidades mais turísticas, os funcionários costumam ter mais boa vontade.
O inverno (dezembro a fevereiro) é mais agradável: praticamente não chove e à noite faz frio. O verão é muito quente e seco e tempestades de areia (khamseen) costumam ocorrer entre março e abril - os ventos chegam a 150 km/h. Durante o Ramadã (outubro/novembro), lojas e restaurantes operam em horários irregulares.
Brasileiros precisam de visto para o Egito. Ele é válido por três meses, mas o prazo de permanência em solo egípcio é de um mês a cada entrada. Somente o Consulado, no Rio de Janeiro (21/2554-6664, rua Muniz Barreto, 741, Botafogo) e a Embaixada, em Brasília (61/323-8800, avenida das Nações, Lote 12) emitem vistos no Brasil, mas uma boa opção é pegar o visto ao chegar ao aeroporto do Cairo, mediante a apresentação do passaporte válido por mais pelo menos seis meses. O país exige também certificado internacional de vacinação contra febre amarela (a vacina deve ser tomada até dez dias antes da viagem).