São Francisco: Sem preconceitos
A cidade é o xodó da comunidade gay. Tornou-se a maior concentração de homossexuais em uma metrópole de todo os Estados Unidos. Não se trata de reduto. O que acontece é que São Francisco é livre de preconceitos, qualquer preconceito. Foi famosa por reunir escritores de vanguarda, abraçou a filosofia hippie, atraiu roqueiros. E o que virou? Virou uma paixão diferente.
Lembra da música que diz "I left my heart in São Francisco..."? Pois é: só não deixa o coração ao cruzar a Golden Gate quem não sabe o que é bom. Do outro lado da ponte existe uma cidade sem igual, eleita várias vezes como a melhor para se morar nos EUA. São Francisco tem arquitetura vitoriana em meio a arranha-céus, está à beira-mar, tem uma centena de boutiques legais, mais um monte de restaurantes charmosos.
Quer mais? Tem mais. Se você é do tipo que acredita que toda viagem tem seus altos e baixos, São Francisco é, brincando, a representante literal desse conceito. Ousada e sempre pronta a experimentar, suas ruas já balançaram ao som de acordes psicodélicos das guitarras hippies, no verão do amor de 1967, e foram enfeitadas com bandeiras coloridas, para apoiar o movimento pelo orgulho gay, nas décadas de 70 e 80.
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São Francisco: A cidade de todas as tribos
A diversidade de culturas na cidade é delirante. Do orientalismo de Chinatown à efervescência do bairro gay Castro, das elegantes casas da área Mission ao colorido hippie de Haight-Ashbury, da discreta e histórica boemia de North Beach à agitada zona noturna de SoMa, os cidadãos de São Francisco revelam as suas várias facetas criando uma atmosfera única.
Como o perfil dos seus cidadãos tão variado, a cidade de São Francisco também revela a sua diversidade arquitetônica, composta por elegantes casas vitorianas e modernos arranha-céus, glamourosos edifícios como a Opera House e o Simphony Hall, em pleno Civic Center, e sossegadas zonas residenciais com imensos parques e vistas espetaculares sobre a baía.
A completar o cenário, uma série de galerias de arte, teatros e museus, com destaque especial para o MOMA - Museu de Arte Moderna de São Francisco, que abriu as suas portas em 1935, transformando-se no primeiro museu da costa oeste americana a apresentar uma das mais completas coleções de arte do século XX, com mais de 18 mil obras, incluindo trabalhos dos célebres artistas da pop art, de pintores e escultores californianos e de nomes como Matisse, Salvador Dali, Max Ernst, Paul Klee, Frida Kahlo e Diego Rivera.
Os museus da região, "Ripley's Believe it or not" e o "Wax Museum", concorrem à opção trash da viagem. O primeiro documenta fatos curiosos do "Acredite se Quiser". O segundo é um museu de cera e revela a aparência real de artistas de cinema.
São Francisco: Diversão garantida!
O centro da cidade vai do topo ao sopé e do sopé ao topo numa geografia que capricha nas colinas para dar charme a um passeio obrigatório: o cable car, mais conhecido como bondinho pelos brasileiros, você sobe e desce ladeiras, o dia todo. O melhor trecho, o Hydell-Powel, liga a Union Square, suas lojas e a região do teatro ao pedaço que é ponto de partida para o cais do Fisherman's Wharf até o famoso Pier 39. Restaurantes, lojas, artistas de rua, são tantas as atrações que até leões-marinhos passaram a freqüentar a região.
Primeiro vieram uns 50. Depois, outros 50. O povo local que não é bobo e recebe visitantes como ninguém, providenciou deques de madeira e hoje o número cresceu para 300 (às vezes, mais). Dá para acreditar? Turistas também vêm às centenas. E são igualmente bem recebidos e tentados a comprar camisetas, canecas e ímãs de geladeira com alguma referência à cidade. Se resistir às ofertas, você não é um autêntico turista. Chinatown, o bairro chinês de São Francisco, é outro ponto interessante a ser conhecido - em Los Angeles você também encontrará o bairro chinês que, aliás, foi título de um filme estrelado por Jack Nicholson. Se o sol aparecer, vá de barco à ilha de Alcatraz. Enquanto foi presídio, muita gente queria fugir de lá. Desativado desde 1963, hoje a briga é chegar ao local e ver de perto a "residência" de famosos como Al Capone. E vale a pena. A prisão, considerada de segurança máxima, tem várias histórias, inclusive a da fuga que eles juram de pé junto que terminou com a morte dos envolvidos nas águas geladas da baía.
Yosemite: Ele é o maior
Um dos queridinhos do cenário cultural americano chama-se Ansel Adams. O famoso fotógrafo nasceu em São Francisco, em 1902. Para conferir seu trabalho, a Galeria Ansel Adams fica localizada ao lado do Visitors Center do Yosemite National Park: o principal modelo de seus cliques. E que top model. Yosemite apresenta a cachoeira mais alta da América do Norte, com 739 metros de queda - na realidade, o parque reúne três das dez cachoeiras mais altas do mundo. El Capitan é uma montanha monolítica de granito - única no mundo. Half Dome é considerada a montanha cuja formação geológica a faz a mais conhecida do planeta. Outro recorde mundial: Grizzly Giant é uma árvore tamanho-família localizada em Mariposa Grove. Trata-se de uma espécie, a sequóia a que, presume-se, deve possuir 3 mil anos de idade e chega a atingir uma altura de mais de 100 metros. Com essa mania de grandeza, não à toa que Yosemite é um dos destinos mais procurados do turista que visita a Califórnia. O parque tem quatro entradas diferentes. A mais fácil para se chegar, para quem sai de São Francisco, é a Big Oak, a 240 km a leste da cidade, via estradas 580, 205 e finalmente a 120 leste. Como se trata de uma atração da natureza, é sempre bom checar a quantas anda o clima da região, que castiga o passeio com chuva ou neve e dificulta os acessos. Prefira o outono, entre outubro e novembro, para ver muito do parque e pouca gente. A primavera é o tempo ideal para conferir os rios e quedas d'água. Ou brigue por espaço com outros turistas durante o verão. E brigue feio, porque em Yosemite tudo é um exagero. Uma dica: se planejar pernoites por ali, a infra-estrutura turística que circunda as entradas do parque é bem preparada, mas na alta temporada exige reservas antecipadas.
Na estrada
São Francisco é diversão garantida. Mas a Califórnia está só começando. A cerca de hora e meia de carro está Monterey e um pouco adiante, Carmel. A dúvida é escolher uma ou outra para o pernoite. Para chegar até elas também existem duas opções. Conheça o Monterey Aquarium Bay, um dos maiores do mundo. Uma média diária de 5 mil turistas visitam suas 550 espécies, que são abrigadas em tanques que utilizam cerca de 5,8 milhões de litros de água. É um show da natureza com a ajuda do homem - e sendo de americano, como sempre, é bem produzido. As paredes de vidro que separam o ar da água chegam a espantosos três andares de altura e gastar o dia, observando peixinhos e tubarões, faz o tempo passar "nadando". Se não dormir em Monterey, que tem um píer charmoso e um povo simpático vá para a vizinha Carmel. Clint Eastwood, que fez um filme sobre Alcatraz, fugiu para Carmel e foi, por um tempo, prefeito da cidade. Mas não foi seu nome que a fez famosa. Carmel-by-the-sea é queridinha como um "point" de pintores, escultores e escritores. Ganhou sofisticação pela arquitetura das casinhas e pela freqüência de gente "estilosa" que vive ali ou lota os hotéis. De Carmel, o próximo destino é Los Angeles - para quem resistir às atrações do caminho. O trecho aliás, permite novamente duas alternativas. A rodovia 101 oferece rapidez porque é uma reta. No entanto, é a curvilínea "Hwy 1" que seduz o visitante. Essa Sharon Stone de asfalto, o que tem de bela, tem de perigosa. Beirando penhascos à margem do Pacífico, a "1" tem curva pra lá, curva pra cá e o motorista é obrigado a dançar esse mambo do "acelera e freia" em período integral. Uma vez na estrada (carro abastecido porque são raros os postos de gasolina) é nela que se vai por muitos quilômetros. Terminada a aventura, depois de suar frio, garanto: não resta um pingo de arrependimento. Valeu e vale a pena - de dia e sem chuva. A estrada já não castiga mais quando está próxima a São Luís Obispo - outra tentação em forma de cidade. Na chegada você é recebido por um grande show da natureza:
Elefantes-marinhos posam toneladas de simpatia para uma sessão fotográfica a céu aberto.
Sausalito é a cara de Saint - Tropez
Sausalito é uma cidadezinha linda a menos de 10 km ao norte de São Francisco. O "inha", longe de ser pejorativo, é uma maneira carinhosa de explicar como ela conquista aquele que a visita. Num primeiro momento, o diminutivo se explica porque não dá para dizer que uma cidade habitada por apenas 8 mil pessoas seja grande. De carro, por exemplo, em poucos minutos se vai e volta de um lado a outro da Bridgeway - a avenida principal que margeia a baía e que é enfeitada por barcos que colocam o horizonte pontilhado de velas e mastros. Só vai gastar mais tempo nesse trajeto o motorista que arriscar a pegar uma transversal, engatar morro acima e descobrir que, em alguns momentos, a região de terra é escarpada e as casas se posicionam em degraus para manter uma vista livre para o mar - e que vista! Ou pode demorar um pouco mais aquele que fizer uma parada num café na avenida, num restaurante à beira-mar, num bistrô mais charmoso na rua paralela à principal e descobrir que a hospedagem na região é caprichada, pela beleza dos hotéis e simpatia dos funcionários. E daí sim, ficar um ou dois dias para conferir o que muita gente comenta sobre Sausalito: que ela guarda uma incrível semelhança com outra cidade linda, Saint - Tropez, na Riviera Francesa. Agora, dá para entender o que faz essa cidadezinha tão especial. Por menos de US$ 10, o ferry sai do São Francisco Ferry Building, na Market Street, e deixa o visitante no centro de Sausalito. De carro, ao cruzar a Golden
Gate, rumo ao norte, é bom não piscar porque a saída é logo a primeira à direita e se chama Alexander. E você não vai querer perder esse passeio
Um brinde ao wine country
Se beber e dirigir é um problema, pare de dirigir. Na terra do vinho, é fácil encontrar uma vaga para seu carro em frente a charmosas opções de hospedagem, de restaurantes de invejável gastronomia ou dos famosos centros de degustação que levam os turistas a conferir o motivo de tanta gente ir a essa região ao norte de São Francisco. Napa e Sonoma são dois vales do chamado Wine Country que provam o que todo mundo já sabia: em termos de vinho, americanos não ficam devendo nada às melhores produções mundiais.
O passeio a essa "reserva especial" dos Estados Unidos é inesquecível Sonoma é menos explorada pelo turismo, alguns a chamam Sonoma Valley de aquela "outra" região de vinhos. É inveja. A diferença é que Sonoma possui um número menor de vinícolas. Elas são mais amplas e esparramadas, mas não falta orientação para decidir por onde começar a visita. Inclusive, Sonoma Valley é o lar da primeira vinícola dos Estados Unidos, fundada em 1857. As duas regiões são formadas por cidades simpáticas que convidam a uma visita de um ou mais dias - vai depender de qual é a sua preferência na hora de saborear um bom passeio. Quem viu Sideways - Entre Uma e Outras, com Paul Giamatti (Miles) e Tomas Haden Church (Jack), tem uma boa idéia do que é viajar por essas regiões vinícolas. O filme, premiado com o Oscar de melhor roteiro adaptado, ajudou a divulgar essa face do turismo californiano em todo mundo. Se você não assistiu, corra até a locadora, pois vale a pena.
São Francisco: Confira as dicas!
A cozinha californiana é uma mistura de cozinha mediterrânea com influências do México e Ásia. É difícil definir a cozinha local. A maioria dos restaurantes são étnicos (chineses, vietnamita, indiano, etc).
Dentre os restaurantes preferidos em São Francisco, estão o Fleur de Lys, Masa's, Chez Panisse (em Berkeley) e Rubicon.
Com 46% de população de origem oriental, São Francisco possui excelentes restaurantes chineses. Um dos destaques é o Yank Sing, que possui carta de vinhos e serve no formato dim sum, carrinhos passando com porções de camarão, frango e porco cozidos no bambu e empanados fritos, e, ainda com um destaque: pato laqueado desossado que deverá ser comido como sanduíche no tradicional pãozinho chinês com cebolinha.
No Morton's of Chigago, o garçom faz uma demonstração visual do cardápio, apresentando todos os cortes e maneiras de preparo. Destaque para o Ribeye Steak Cajun, um contra maturado, temperado delicadamente com o tradicional tempero de New Orleans, que combina muito bem o com potente Silver Oak.
São Francisco: As margens do Oceano Pacifico
São Francisco localiza-se na região norte do Estado de Califórnia, às margens do Oceano Pacífico e da Baía de São Francisco. É cercada por água por três lados. Apenas o sul da cidade está conectada com o continente, o que torna o local onde a cidade está localizada uma península, a Península de São Francisco.
A cidade de São Francisco possui aproximadamente 13 quilómetros de comprimento e 12 quilómetros de largura. É a quarta maior cidade do Estado de Califórnia, possuindo mais de 739 mil habitantes.
O principal aeroporto que serve São Francisco, o Aeroporto Internacional de São Francisco está localizado a 12,9 quilômetros sul de São Francisco, no Condado de São Mateo. É um dos dois grandes centros aeroportuários da Califórnia, sendo o outro o Aeroporto Internacional de Los Angeles, localizado em Los Angeles.
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