Roma: a Cidade Eterna
Fundada, segundo a mitologia, por Rômulo um dos dois gêmeos que foram amamentados por uma loba, e que se converteu depois de sua morte, no deus protetor preferido pelos romanos, Roma é hoje a capital da Itália.
Roma conserva sua grandiosidade e reputação como um dos maiores centros culturais do mundo, cuja economia é extremamente dependente do turismo. Apesar do trânsito e poluição, típicos de grandes metrópoles, Roma é célebre por seus excelentes restaurantes, animados cafés nas calçadas, elegantes lojas e mais de 300 fontes iluminadas.
Desde a Antiguidade, Roma tem atraído artistas, filósofos, e escritores não somente do restante da Península Itálica, mas também do mundo inteiro. Em certos períodos históricos, ninguém era reconhecido se não tivesse morado alguns anos por lá. Claro, você não precisa passar tanto tempo na Cidade Eterna, mas ninguém levará a sério sua viagem a Itália, se Roma não fizer parte do roteiro.
Para conhecer bem esta cidade, o visitante deverá ir preparado com um bom calçado, porque para conhecer Roma precisa pelo menos uma semana e não irá ver tudo, sempre ficam fascinantes cantos por descobrir. Recomenda-se fazer uma lista com os lugares que são prioritários e fazê-lo por zonas e não por estilos, já que tudo está misturado. É importante lembrar que praticamente tudo (quanto a museus), à exceção do Vaticano, fecha nas segundas-feiras. Uma vez equipados só resta começar o percurso. Adiante! Roma não defrauda a nenhum de seus viajantes.
Todos os caminhos levam a Roma? Sim, o ditado é famoso e verdadeiro. Basta você pensar que a cidade reúne três realidades distintas que convivem em harmonia em um mesmo espaço. Como assim? Roma, por inteiro, é a união de uma metrópole cosmopolita (Roma atual - capital da Itália) com uma cidade antiga (pode acreditar, Roma existe há mais de 2.700 anos! E foi capital de um dos mais poderosos impérios) e cristã (afinal, não dá para falar de Roma sem lembrar que lá está a grande sede da igreja católica: o Vaticano). Por isso, a famosa "cidade eterna" tem tudo para te conquistar.
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Roma: Uma imensa bagagem cultural
Boa parte dos monumentos de Roma remonta à antiguidade. Caius Mecenas, conselheiro do imperador Augustus, que reinou no final do século I a.C, foi o primeiro dos grandes patronos da arte. Em sua época surgiu o conhecedor de arte e o turista em busca de tesouros culturais e, pela primeira vez, os artistas obtiveram o mesmo prestígio que políticos e soldados. Arte romana é o conjunto das manifestações culturais que floresceram na península itálica do início do século VIII a.C. até o século IV d.C., quando foram substituídas pela arte cristã primitiva. As criações artísticas dos romanos, sobretudo a arquitetura e as artes plásticas, atingiram notável unidade, em conseqüência de um poder político que se estendia por um vasto império.
A principal característica de Roma foi a organização e a eficiência. Na arte, também primaram pela busca da utilidade e praticidade imediata - tanto que o principal destaque vai para a arquitetura, onde a grandeza ressaltava a idéia do poderio romano. As termas são uma invenção romana e funcionaram como centros sociais, com local para esportes, reuniões, jardins e banhos, naturalmente.
As basílicas não tinham a conotação de igrejas, inicialmente. Eram locais comerciais e só passaram a ter funções religiosas com a propagação do cristianismo dentro da influência de Roma. Os circos e anfiteatros, como o Circus Maximus e o Coliseu, são símbolos de uma arquitetura primorosa que adornava todos os edifícios com esculturas e transformaram a Roma atual na maior concentração de obras de arte urbanas que conseguimos imaginar.
Visite os Museus Capitolinos, que ficam em Piazza del Campidoglio e abrigam milhares de obras clássicas e renascentistas.
Outros lugares que você deve marcar presença são: o Pantheon, com certeza o mais preservado templo da Roma Antiga; a Piazza Navona, uma praça barroca de Roma que tem a forma do Stadium Dominicano; a Igreja San Pietro in Vincoli; os Museus do Vaticano e a Basílica de São Pedro, a mais importante construção católica do mundo, onde o Papa realiza suas cerimônias.
Com a sua imensa bagagem cultural, Roma é um dos grandes pólos de atração turística internacional. Ainda é um grande centro de referência que se estende da moda à culinária. Passear por Roma é passear por um grande museu e pelos corredores da história do mundo ocidental.
Conheça Roma!
Os passeios em Roma estão divididos em três grandes momentos. O primeiro, a Via dei Fori Imperiali.
Lá estão o Coliseu e o Palatino, símbolos máximos da Roma Antiga. Depois de entrar no Coliseu, o legal é fazer todo o trajeto da Via Sacra, no Monte Palatino, o coração de Roma na Antiguidade.
Para o segundo, desça no metrô Spagna e comece a percorrer ruelas e praças, a partir das escadas das Piazzas di Spagna, Navona, del Popolo, Campo dei Fiori e Fontana di Trevi (a ordem não importa, mas você deve ver todas). Nenhuma visita a Roma é completa sem visitar o Pantheon, onde pode encontrar, entre outras coisas, os restos de Raffaello, o artista. É o único edifício de arquitetura romana no mundo completamente intacto. Simplesmente extraordinário, o Pantheon foi construído com pilares de mármore, cada um pesando 90 toneladas, que foram milagrosamente transportados do Egito até Roma há 2000 anos. Dentro do Pantheon, pode admirar as abóbadas ornadas e decoradas ... Curiosamente, a altura do Pantheon é exactamente igual à do seu raio ... Sua arquitetura externa não retrata a beleza e a riqueza arquitetônica interna. O orifício existente no topo do domo - o oculus - fornece a única luz existente no interior do Pantheon, sob a estátua da Madonna, de Lorenzetto.
E o terceiro passeio, é claro, deve ser o Vaticano. Ali, além da Basílica e da bênção papal do meio-dia aos domingos, existem, ainda, os museus, a Capela Sistina e o Castel Sant'Angelo. Isso se você não for adepto de um puxado exercício aeróbico e topar a subida até a cúpola da igreja, para admirar a bela vista de Roma e dos jardins do Vaticano.
10 programas nota 10
1 - Visitar o Coliseu e fazer também a caminhada no Monte Palatino, pela Via Sacra - O Coliseu também conhecido como Anfiteatro do Flávio, inaugurado no ano 80, embora o início da construção data do 72 a.C.; no muro exterior pode-se apreciar colunas jônicas, corintas e dóricas (na parte superior uma grande carpa protegia os espectadores do sol), o velarium, as entradas com seus 80 arcos numerados que permitiam a entrada ao povo, enormes galerias internas que permitiam a acomodação em 10 minutos dos espectadores, a grande plataforma ou pódium onde sentava-se o imperador e os membros de classes adineirade e o vomitorium que era a saída numerada de cada seção e, afirma-se que tomou seu nome de uma gigantesca estátua de bronze do colosso, que alçava-se junto o anfiteatro. E faça também a caminhada no Monte Palatino, pela Via Sacra
2 - Ir ao Vaticano no domingo, quando o Papa aparece na janela e dá a bênção do meio-dia - A cidade do Vaticano conta com numerosos atrativos que fazem imprescindível uma visita, além de principais cerimônias religiosas que pode-se seguir de lábios do Santo Padre. O Vaticano oferece uma inigualável mostra de tesouros artísticos.
3 - Fazer um lanche romano a qualquer hora: pizza rústica em pedaços com refrigerante
4 - Escolher um degrau da Piazza di Spagna e ficar vendo o mundaréu de gente passar - É um dos mais deslumbrantes locais da cidade de Roma, talvez o seu cartão-postal, se Roma pudesse ter apenas um…
Ponto de encontro diurno e noturno de romanos e turistas, tem uma escadaria monumental em três seções, seguida na seção central por outras escadas que sobem nas laterais e levam à igreja de Trinità dei Monti. A construção da escadaria deve-se ao arquiteto Francesco de Sanctis (de 1723 a 1726) às custas do embaixador de França, Etienne Gueffier.
A fonte no centro da praça, na forma de um barco, é afetuosamente chamada pelos romanos de La Barcaccia, ou velha banheira. É atribuída a Gian Lorenzo Bernini ou ao seu pai Pietro Bernini e foi feita em 1627 - 1629, na mesma época em que o rio Tibre transbordou e as suas águas trouxeram um barco até este local.
5 - Passear pelo mercado Porta Portese no domingo. Tudo de mais barato está lá - A Feira de Porta Portese (vias Portuense e Ippolito Nievo, no Trastevere) é o maior mercado de pulgas de Roma. Vende os produtos mais variados, de roupas que sobraram das liquidações - arrematadas por quilo pelos feirantes - a antiguidades de procedência duvidosa, utensílios de segunda mão e discos em 78 rotações com árias de Caruso. Mesmo se você não quiser comprar nenhuma velharia, vale só pela observação dos tipos humanos. Mas cuidado com a carteira: os batedores não perdoam os distraídos.
6 - Tomar um sorvete na Piazza Navona, ver a fonte de Bernini e as performances de rua - A Piazza Navona é praça de estilo barroco que foi na antiguidade uma pista de corridas, ornamentam esta praça três fontes barrocas: a Fonte dos quatro rios, de Bernini ao centro, a Fontana del Moro e a Fonte de Neptuno nas extremidades.
7 - Jantar na Via Veneto, mesmo que isso custe um pouco mais ao bolso - A Via Veneto é a mais luxuosa rua da cidade, onde estão situadas as lojas mais requintadas da moda italiana, finos restaurantes e hotéis luxuosos. A Via Vittorio Veneto abriga diversas embaixadas e cafés famosos, como o Café de roma. É conhecida mundialmente apenas por Via Veneto, graças também ao filme "La dolce Vita", de Fellini. Nesta rua fica a Igreja de Santa Maria da Conceição, dos frades capuchinhos, que conserva em sua cripta um imenso ossário com centenas de esqueletos.
8 - Sair para caminhar ao longo do Rio Tibre e parar na Isola Tiberina, onde Roma nasceu - Roma possui uma única ilha no rio Tibre, a Isola Tiberina, que se comunica por duas pontes com o centro da cidade, por um lado e, pelo outro, com o Trastevere.
9 - Passar algumas horas dentro do parque de Villa Borghese - É um dos pulmões verdes de Roma com os seus oitenta hectares nos quais se encontram edifícios, esculturas, fontes e a célebre Galeria Borghese, uma das coleções de arte mais interessantes do mundo reunida a partir de 1600 pela família Borghese a qual inclui obras de Tiziano, Rubens, Caravaggio, Bernini. Do parque faz parte também o Pincio, terraço panorâmico que se encontra sobre a Piazza del Popolo e do qual se pode desfrutar de uma magnífica vista panorâmica da cidade.
10 - Comprar sapatos e roupas. A Via dei Condotti é para babar e a Via Nazionale, para comprar
Roma: O que comer?
Para comer, demore-se à mesa, pois a culinária romanesca só recebe elogios, seja na massa da cantina, seja no capuccino das praças badaladas da cidade. Aqui vão algumas dicas:
Comer fora, em Roma, é sinônimo de refeição ao ar livre. Eleja uma praça (Navona, Pantheon, Spagna, a que quiser) e dedique um bom tempo ao almoço ou jantar. É um olho no prato e outro nas pessoas que passam! Essa refeição casual pode acontecer em pizzarias, cantinas, restaurantes e bares. Ou já vá se acostumando aos nomes: tavola calda, trattoria, gelateria, pasticceria, rosticceria... E, se a vontade for de fast food, tem uma loja de pizza rústica a cada esquina. Fora as paradas para o expresso ou spuntino (lanche!), como diz o italiano.
Mas nem pense em voltar, mesmo que seja inverno, sem experimentar os sorvetes Esqueça do regime e entre de cabeça nos sorvetes artesanais. E, em alguns lugares, você deve passar, por causa da fama deles. Exemplos: a sorveteria Tre Scalini, na Piazza Navona; o Caffè Greco, na Via dei Condotti; ou a pizzaria Panattoni, em Trastevere. Quer fugir do trivial? Duas dicas: a cantina Gioia Mia, para dois gastarem 25 e toparem com ambiente familiar, na Via degli Avignonesi, 34. Ou o chique Conte di Galluccio, na Via Veneto, 2, a 20, por pessoa.
Outra coisa imperdível são os famosos paninis (lanches feitos em um pão bem macio, conhecido por nós como ciabatta). Mas, opte por comprá-los em padarias e supermercados, eles são mais fresquinhos e baratos.
Comer em Roma, embora seja uma das melhores coisas para se fazer na Itália, não é barato. Alguns restaurantes são super tradicionais na cidade, mas em geral são caros.
Uma boa pedida para economizar dinheiro são as "pizza al taglio" (pizza ao pedaço). Uma espécie de fast-food italiano. Fique atento que tem várias lojinhas desse tipo por Roma. Você escolhe o tamanho do pedaço para matar a sua fome, eles cortam, pesam e dizem quanto custa. Pela lógica, se você escolher coberturas muito pesadas, o preço também vai pesar. Para gastar pouco, fique com a tradicional margherita (mozzarella e tomate), ou a rossa (só molho de tomate), zucchine (abobrinhas) e funghi (cogumelos), se não for os "porcini frescos" porque estes enganam e acabam pesando bastante.
Em Roma procure os "Alimentari", que são os nossos armazéns. Escolha recheios que forrem o estômago e preparem você para os passeios e as visitas aos museus. Porchetta (leitão assado), arrosto di tacchino (peito de peru defumado), tacchino (peru assado ao forno), mortadella, prosciutto crudo (presunto cru), prosciutto cotto (presunto cozido).. opção é o que não falta. "Faça" seu sanduíche, compre umas bebidas, economize dinheiro e pé na estrada!
Todos os caminhos levam a Roma!
Roma está localizada no continente europeu, na região central da península Apenina ou Itálica, que hoje corresponde ao território italiano, longa e estreita faixa de terra, que se estende até o Mar Mediterrâneo, banhada ao Sul pelo Mar Jônico, a Leste pelo Mar Adriático e a Oeste pelo Mar Tirreno.
Nos primórdios da história romana, não existia um país chamado Itália. A península era ocupada por várias cidades-estado independentes. A capital e maior cidade da Itália, situada nas margens do Tibre, a 25 Km da costa oeste.
Roma é servida por dois aeroportos principais: Ciampino e Fiumicino. Ambos ficam relativamente perto do centro da cidade, (Ciampino 15 Km), (Fiumicino 30 Km) e são de fácil acesso. No entanto estas distâncias podem levar cerca de uma hora a percorrer devido ao caótico trânsito romano.
Ônibus ou metrô?
Em Roma, pegar ônibus é ainda mais prático que ir por baixo da terra. A capital italiana só tem duas linhas de metrô e com poucas estações no centro histórico. Dá para saltar na Piazza di Spagna, por exemplo, e iniciar uma longa caminhada, praça por praça. Mas quando você decidir voltar, não verá uma estação de metrô sequer à vista. Já ônibus, terá aos montes.
O metrô pode ser uma boa se o destino for o Vaticano, porque descendo na estação Ottaviano você estará a duas quadras dos portões e a poucos metros da entrada dos museus. De qualquer forma, a estação Termine sempre será a sua referência. Lá também fica a estação central de metrô, com o entroncamento entre as duas linhas, A e B. Simples, não? Já sabe quantos dias ficará em Roma? Isso é importante, para poder economizar no transporte. Se ficar menos de dois dias não valerá a pena adquirir a carteirinha semanal, com direito a circular à vontade de ônibus ou metrô. Mas, acima de dois dias, a história é outra: bilhetes avulsos encarecem sua visita.
Quando?
Ir
De setembro a maio, você pode pensar seriamente em fazer as malas. O calorão já passou e aquele montão de gente já se foi. Só tem um detalhe: quando chega o inverno, de dezembro a fevereiro, muitas atrações ficam com horários reduzidos e outras entram em reforma. Mas os preços caem em tudo.
Não ir
Entre junho e agosto, a cidade fica ruim por duas razões: encarece e lota. Fica difícil achar um lugar ao sol. Parece que a Europa inteira despenca em Roma. As ruas viram um tapete de gente caminhando pra lá e pra cá, com filas homéricas em museus. E tudo custa caro. Difícil, também, é achar mesas nas praças. Em compensação, o romano some da capital, por causa do calor.
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