Pantanal: Santuário Ecológico
A Unesco reconheceu o Pantanal Matogrossense como uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais do Planeta integrando-o ao acervo dos patrimônios da humanidade. Localizado no interior da América do Sul, o pantanal matogrossense é a maior extensão úmida contínua do planeta. Hidrograficamente, todo o Pantanal faz parte da bacia do rio Paraguai constituindo-se em uma imensa planície de áreas alagáveis.
Quando do período das cheias justifica a lenda sobre sua origem, que seria um imenso mar interior - o mar de Xaraés. A beleza proporcionada pela paisagem pantaneira fascina pessoas de todo o mundo fazendo com que o turismo se desenvolva em vários municípios da região.
Conhecer esse patrimônio ecológico, regido pelo signo das águas é uma experiência magnífica, considerado o intocado e o mais bem conservado ecossistema do planeta, o Pantanal Sul pode ser visitado durante qualquer época do ano.
A alternância das águas - nas cheias ou na seca - proporciona cenários incríveis que sofrem significativas mutantes. O encanto da paisagem faz explodir a emoção, principalmente ao amanhecer e ao entardecer, quando todo o Pantanal se transforma em sons e cores.
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Pantanal: tradições culturais
A riqueza cultural do Pantanal está representada tanto pelos elementos remanescentes das comunidades indígenas como pela atual cultura de massa.
Assim como os mitos, lendas, danças, artesanatos e comidas típicas, a fala e a fisionomia também são traços culturais característicos de um povo.
Tão original quanto a natureza da região pantaneira, é a sua música. A proximidade com o espírito caboclo e outras culturas como a andina, amazônica e chaquenha, pode ser observada pela tendência melódica das canções e a assimetria dos estilos musicais. Conheça os principais deles:
Tecelagens e cerâmicas também são manifestações artísticas muito valorizadas no Pantanal. Apesar de terem perdido seu caráter utilitário, são hoje muito praticadas com finalidade decorativa e de preservação do patrimônio cultural.
Ainda é possível encontrar a cultura de tecelagem, muito baseada em técnicas indígenas, aliada à herança portuguesa, nos municípios de Limpo Grande e Capão Redondo. Além das redes, há caminhos de mesa e tapetes ricamente tecidos. Já as cerâmicas podem ser encontradas mais facilmente em São Gonçalo e em Poconé, que mantém a tradição da cerâmica branca e pintada.
Como atrativos culturais pode se citar grupos folclóricos como o Chalana, um dos mais conhecidos nacionalmente e internacionalmente, a fusão étnica de São Gonçalo, cururu e siriri que fazem a festa no arrasta pé dos terreiros de Cáceres, as centenárias fazendas que marcaram a história cacerense e a cavalhada, representação montada e paramentada das lutas entre mouros e cristãos.
Pantanal: conheças os atrativos
As belezas naturais do Pantanal sempre foram uma atração para turistas do mundo inteiro, nas últimas décadas houve um incremento nos serviços oferecidos para o turista. Pode desfrutar das belezas pantaneiras em infra-estruturas que vão desde um simples chalé até hotéis 5 estrelas.
No Pantanal são encontrados os mais variados ecossistemas; corixos, baías, campos, cordilheiras, praias, cerrados, campões, florestas, rios e a beleza da flora e fauna pantaneira que estão dispostas nestes ambientes. Conheça alguns atrativos:
Fortaleza Militar de Coimbra
À beira do rio Paraguai, o forte é dominado pelo Morro da Marinha. Tombado há 23 anos pelo Patrimônio Histórico Nacional, abriga a artilharia da 18ª brigada de Infantaria de Fronteira do Exército. Uma de suas atrações, com belíssimas formações, é a Gruta Buraco do Inferno.
Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense
Com uma área de 135.000 hectares, o parque localiza-se no extremo sudoeste de Mato Grosso, na confluência dos rios Paraguai e Cuiabá, pertencendo ao município de Poconé. É a região mais selvagem do Pantanal, oferecendo o espetáculo de sua fauna com jacarés, capivaras, jaguatiricas, tucanos, garças, tuiuiús, além de inúmeros peixes. Possui uma imensa importância ecológica por abrigar um dos mais ricos ecossistemas com florestas estacionais periodicamente inundadas e concentra alimentos naturais que irão sustentar toda sua flora e fauna. O acesso ao parque só é feito de barco, mas o Centro de Visitantes fica em Poconé.
Focagem de Jacarés
Durante as vazantes ou nas baías, os jacarés dominam a paisagem. Quase invisíveis no meio dos aguapés, eles ficam de tocaia durante horas à espera de uma garça, de um socó ou de uma jaçanã, para variar o cardápio que comumente se constitui de peixes. A tocaia quase nunca dá certo, mas os jacarés não desistem. Uma grande atração do Pantanal é a focagem noturna de jacarés, feita em barcos pelos inúmeros rios.
O Mar dos Xaraiés
A presença de lagoas de água salgada, onde sobrevivem apenas jacarés e micromoluscos, na região de Nhecolândia, gerou várias explicações. Arqueólogos e geólogos discutem a possibilidade desta região ter sido coberta pelo mar, há milhões de anos, ou ainda, pode-se dizer que as águas salgadas são conseqüência da concentração de sais minerais presentes na água depois da evaporação, no período da seca.
Rio Paraguai
Os cruzeiros fluviais entre Corumbá e Porto Jofre especializados em pescarias podem se transformar em torres de observação da natureza. A partir de Corumbá, o Albatroz, um barco de 38m de comprimento e com 18 camarotes, realiza viagens com duração de 5 dias. Barcos equipados para a pesca que navegam pelo rio Paraguai e afluentes em programas que duram de 5 a 7 dias podem também ser utilizados para passeios.
Safári fotográfico
Exigindo disposição para caminhadas e pernoite em barracas, camionetas especiais saem de Corumbá para acampamentos rústicos na região de Nhecolândia.
Cavalgada
Acompanhadas por peões e guias, as cavalgadas são organizadas por empresas especializadas, com duração de até nove dias. Num interessante programa criado pela fazenda Caiman, o participante acompanha uma "comitiva de gado" na qual os peões transmitem todas as informações necessárias sobre segurança, sistema de condução de gado e técnicas de equitação.
A Transpantaneira
Atravessa o Pantanal mato-grossense a partir de Poconé e termina em Porto Jofre, na divisa com Mato Grosso do Sul. É verdadeiramente emocionante o espetáculo natural e a magia que o caminho proporciona. Durante a seca, milhares de animais se concentram nas laterais alagadas da pista, onde podem ser vistos, bem de perto, jacarés, cobras, gaviões, tuiuiús, tucanos e araras.
Pesca
Dourados, pintados, pacus, barbados, jurupocas, piabuçus, jaús são as principais espécies de peixes que se distribuem pelos rios da região pantaneira.
Rio Aquidauana
Nasce na Serra de Maracaju, atravessa a cidade de Aquidauana, juntando-se ao Rio Miranda perto de Passo de Lontra, na estrada Parque do Pantanal.
Rio Miranda
Das proximidades de Aquidauana até o rio Paraguai, na altura de Corumbá, o Rio Miranda atravessa a região sul do Pantanal. Em vários trechos encontram-se pesqueiros e hotéis, voltados exclusivamente para a pesca.
Rios Negro e Abobral
Deságuam no Rio Paraguai perto de Corumbá, passando por uma região deserta.
Rio Paraguai
O maior rio da região, atravessando grande parte do Pantanal, nasce na Serra de Araporé e serve de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai.
Pantanal: culinária típica
O paladar é único e o preparo dos pratos singular. Os pantaneiros desenvolveram sua própria arte de cozinhar, adaptando especiarias e outras técnicas de cozimento à influência indígena, que está muito presente nesta culinária, principalmente no que se refere aos pratos a base de peixes e na utilização da mandioca. Os principais responsáveis pela culinária pantaneira foram os Tropeiros e Exploradores que na busca pelo ouro e diamante nas terras do oeste brasileiro, tinham que improvisar sua comida por não portar muitos mantimentos.
Com opção para todos os gostos, a culinária do Pantanal tem como principal atrativo os peixes da região: pintado, cachara, pacu ou piraputanga, sejam assados, cozidos, fritos ou crus.
Mas também conta com outros pratos bem típicos como a quentinha maria-isabel, por exemplo, que é feita com arroz e carne seca, acompanhados de farofa com banana. Há também a famosa galinhada, preparada em panela de barro. Dentre as bebidas, as mais típicas são os vinhos de caju e jabuticaba, ao lado dos mais variados licores como o de caju, lima ou laranja.
O furrundu - mamão ralado com rapadura -, o doce de caju em calda, o doce de leite, o bolo de arroz doce, as compotas de manga e o fransquito, um bolo de polvilho regado com queijo, são os doces mais característicos da região.
O peixe é o alimento mais popular no gosto do pantaneiro, mas a carne bovina em abundância também é muito usada nas mesas da região, geralmente servida com mandioca. Pratos curiosos como a Sopa de Piranha e a carne de Jacaré também figuram nos cardápios da cozinha regional pantaneira.
Pantanal: no coração da América do Sul
O Pantanal abrange 12 municípios dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estendendo-se pela Bolívia e Paraguai. Seu maior território encontra-se no Mato Grosso do Sul, é conhecido como Pantanal Sul e tem como porta de entrada a cidade de Corumbá.
O Pantanal Matogrossense é uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais do Planeta integrando-o ao acervo dos patrimônios da humanidade. Localizado no coração da América do Sul, o pantanal matogrossense é a maior extensão úmida contínua do planeta. Hidrograficamente, todo o Pantanal faz parte da bacia do rio Paraguai constituindo-se em uma imensa planície de áreas alagáveis.
Como chegar:
A forma mais rápida e confortável de chegar ao Pantanal é de avião chegando a Campo Grande. Partindo desta cidade, de ônibus ou carro, chega-se à Aquidauana ou à Miranda, as duas cidades do Pantanal mais próximas.
De carro, saindo de São Paulo segue-se pela Castelo Branco (SP-280) até Botucatu. De lá segue-se pela Marechal Rondon (SP-300) até Andradina. Agora pela BR-262 siga em direção a Corumbá, passando por Campo Grande. Para quem sai do Rio de Janeiro segue-se pela Dutra (BR-116) até São Paulo pegando então a Castelo Branco.
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