Londres: Curta na maior metrópole do Velho Continente
Todo mundo tem uma opinião sobre Londres, mesmo que nunca tenha ido para lá. Para alguns, ela é a capital que melhor resume o Velho Continente. Para outros, apenas faz parte de um grande pacote de sonhos e atrações chamado Europa.
Há várias palavras para defini-la, por mais contraditórias que sejam: moderna e aristocrática; discreta e irreverente; louca e conservadora são as mais comuns. Mas a melhor seria uma que significasse tudo isso junto.
Londres é, também, a cidade que conheceu a globalização antes mesmo de inventarem o termo. É para lá que todo mundo foi no passado e é para lá que todo mundo vai até hoje. Seja para morar, conhecer, visitar ou simplesmente complementar (ou começar) um giro pela Europa. Que, por sinal, nunca será completo se não incluir a capital inglesa. Afinal, Londres é Londres. E isso já quer dizer muita coisa.
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Londres: Diversidade Cultural
Londres é conhecida pela diversidade cultural: a guarda do palácio de Buckingham, residência oficial da rainha, é a imagem do tradicionalismo monárquico, das coleções de artes Britânicas e das maiores atrações mundiais. Com sua rica arquitetura, Londres se mistura com os 200 museus, oferecendo uma experiência cultural invejável.
Do lado oposto, Londres é conhecida também pelos seus Pubs que se espalham pela cidade. Reúne cultura e consumo, e está onde antes eram vendidos os produtos da horta de um monastério: o Covent Garden é um dos lugares mais freqüentados pelos visitantes de Londres, que festejam os espetáculos de rua e as performances de artistas. Nele ficam o museu do Transporte de Londres e a Royal Opera House.
Londres: Desvende a capital britânica
A Torre de Londres é um dos melhores passeios da capital inglesa, já que sua história é uma síntese da história da cidade. Situada às margens do Tâmisa, na região de um antigo forte romano, a Torre foi construída pelos conquistadores normandos.
Londres não tem praia, nem precisa. A capital inglesa possui tantos parques e jardins que mais parece um tapete verde. No outono e na primavera, eles ficam especialmente bonitos com o colorido da folhagem. Mas é no verão que milhares de pessoas, entre moradores e turistas, lotam suas alamedas arborizadas. É como se os parques fossem uma praia, com shows e concertos no lugar da areia e do mar e cestas de piquenique em vez de guarda-sóis.
Os mais famosos são os chamados parques reais, com destaque para os vizinhos Hyde Park e Kensington Gardens, além dos centrais St. James's e Green Park. Mas há outros igualmente belos, como o Regent's Park e o Richmond.
Em geral, todos oferecem cafés ao ar livre, restaurantes, sorveterias e até galerias de arte, como a imperdível Serpentine, no Kensington Gardens.
Mas o programa preferido dos ingleses é mesmo apenas tomar banho de sol e ficar lagartixando nos gramados. Às vezes - não estranhe! - sem roupa alguma!
Alguém falou em compras?
Londres é uma cidade cara e, por isso mesmo, está longe de ser um paraíso das compras. Mas se você estiver no lugar certo e na hora certa, poderá sair de lá carregado de sacolas. Há, pelo menos, duas grandes liquidações por ano, com verdadeiras pechinchas, pelo menos para os padrões ingleses. A de verão começa em junho e a de inverno, logo após o Natal. A mais famosa é a da Harrod's, a maior loja de departamentos do mundo, sempre inaugurada por uma celebridade na primeira semana de janeiro.
Há, também, liquidações de meia-estação, que não garantem preços tão bons, mas podem ser uma boa para quem estiver na cidade durante o outono e a primavera.
Assim como acontece em qualquer lugar do mundo, algumas ruas londrinas também se tornaram endereço certo para quem quer comprar, além de passear. A Bond Street e a Sloane Street, por exemplo, concentram lojas de grife. Em Oxford Street ficam as lojas de departamento, como Selfridges, John Lewis e a principal Marks & Spencer da capital. Já Charing Cross Road é a rua das livrarias e a Tottenham Court Road, o lugar certo para quem procura objetos de decoração. Para algo mais em conta, no entanto, nada supera as feirinhas de Portobello Road e Camden Town, sempre nos finais de semana, que oferecem algumas pechinchas e, no mínimo, um passeio bem interessante. Vá lá, mesmo que não seja para comprar.
As casas com placas azuis.
Não é só da arquitetura vitoriana que vivem as casas mais famosas de Londres. Muitas ostentam plaquinhas azuis na fachada para identificar as pessoas famosas que viveram ali. Boa parte delas continua sendo simples moradia de pessoas comuns e não viraram museus, como seria de se esperar. Principalmente nos bairros de Kensington, Chelsea e Mayfair.
Tudo num só lugar
A região de Southwark, Westminster e South Bank é um curioso contraste entre o que há de mais novo e mais tradicional em Londres. É ali que ficam o Parlamento e a abadia de Westminster, o Shakespeare's Globe Theatre e a Tate Modern, esta última uma das maiores galerias de arte contemporânea do mundo, além da roda-gigante London Eye e de duas novas pontes ligando os dois lados do Tâmisa. Depois da reforma, o Shakespeare's Globe tornou-se uma das principais atrações de Londres. Ali, o público assiste a peças a céu aberto (em alguns casos, em pé!) e é incentivado o tempo todo a comentar e gritar o que está vendo no palco, como se estivesse na época de Shakespeare.
Quando ir ...
A partir de março, quando é primavera no hemisfério norte, o clima melhora bastante na capital inglesa. Os termômetros sobem, as chuvas dão um tempo e os parques viram uma espécie de praia para os londrinos. Agosto e setembro também são bons para viajar, já que a temperatura continua amena e os preços não são tão altos quanto no auge do verão.
Não ir...
Londres é famosa pelo céu cinzento, especialmente de novembro a fevereiro, quando é inverno por lá. Nessa época, um guarda-chuva pode ser tão útil quanto um casaco. Já em junho e julho, o clima é bem melhor, mas tudo fica mais caro por causa do verão. Melhor esperar até setembro, quando o tempo permanece firme e os preços ficam menos absurdos.
Londres: A comida? É batata!
Em qualquer lugar do mundo, batatas não passam de meros acompanhamentos nos cardápios dos restaurantes. Mas não na Inglaterra! Lá come-se batata todos os dias, e com qualquer coisa. Especialmente no almoço, quando os ingleses devoram cones de "fish & chips", ou peixe com batatas, um fritado tão fast-food quanto qualquer hambúrguer do Mc Donald's - que, por sinal, consegue ser ainda pior em Londres, por causa da falta de tempero na carne. Mesmo assim, dizer que se come mal na capital inglesa é uma injustiça. Assim como as grandes metrópoles do planeta, a cidade possui centenas de bons e maus restaurantes. E, apesar da fama da culinária insossa, tem de tudo por lá. Os italianos e indianos são os mais comuns. Mas também há tailandeses, chineses, franceses e até brasileiros, que servem feijoadas para quem quiser matar a saudade de casa. Se quiser fugir dos compatriotas, no entanto, vá para os arredores do Soho e Covent Garden, que concentram restaurantes pequenos e nem sempre tão caros quanto a média dos outros. Lá, ninguém passa fome. Até quem não gosta de batata.
Ninguém escapa de um pub
Pub em Londres é que nem boteco no Brasil: toda esquina tem um. Apesar de não passar de um bar, eles funcionam como uma espécie de clube para os ingleses. É lá que eles se encontram depois do expediente, tapeiam a fome, paqueram, ouvem música (às vezes, ao vivo), assistem aos jogos de futebol e, é claro, bebem muuuuita cerveja. Mesmo quem não gosta de tomar uma estupidamente gelada - que, por sinal, lá não existe, já que a cerveja inglesa é servida em temperatura ambiente e em grandes copos chamados de "pint"
- acaba curtindo o astral desses lugares, que estão entre o que há de mais autêntico em toda a Grã-Bretanha.
Londres: E onde fica?
Londres se encontra ao sudeste da Inglaterra e você pode chegar a esta cidade com trens saindo da França, Bélgica e Holanda e aviões que aterrisam em seus principais aeroportos (Heathrow, Gatwick, Stansted e Luton).
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