O charme e a luz de Lisboa
A capital portuguesa oferece uma luminosidade única para quem gosta de fotografar e nunca foi tão badalada. Descubra o poder de sedução desta cidade.
Outrora uma capital européia discreta e longe de badalações, Lisboa é a bola da vez. Tanto os próprios europeus como americanos, asiáticos e, claro, brasileiros, começam a descobrir o charme da cidade que tem uma história milenar, uma localização excepcional no continente, muitas atrações e uma luz sem igual - que faz a felicidade de quem gosta de fotografar.
Lisboa é conhecida como cidade branca, graças à sua luminosidade única. A luz, o ambiente e o clima proporcionam passeios maravilhosos ao longo de várias zonas da cidade. É uma beleza que se estende para lá dos monumentos, que se vive na rua, que se abraça com todos os sentidos. A luz da capital portuguesa é deslumbrante, com um céu - como já nos havia apresentado o cineasta alemão Wim Wenders - de um azul comovente.
Depois de sediar a Expo 98, a grande exposição mundial, e a Eurocopa de 2004, a Lisboa antiga cedeu espaço para o crescimento da modernidade, agora movida a euros sob a bandeira da União Européia. Não há dúvida de que a Lisboa dos escudos era bem mais barata para o turismo. Contudo, mesmo em euros, é a mais em conta das capitais da Europa.
Para brasileiros, a vantagem adicional é o idioma. E não se preocupe com aquelas palavras todas que parecem soar tão diferente do seu português. Você as ouvirá pouco e quando não souber exatamente o que significa, basta perguntar.
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Lisboa: história cultural
A cultura portuguesa está muito ligada a um passado que remonta a tempos pré-históricos, quando se deram as invasões dos Romanos e dos Mouros. Todas estas invasões deixaram os seus traços num rico legado de elementos arqueológicos.
Ao longo dos séculos, as artes portuguesas foram enriquecidas por influências estrangeiras, tais como a Francesa e a Italiana. As viagens dos descobridores portugueses abriram o país às influências orientais e a riqueza do Brasil em ouro e jóias alimentou a chama Barroca da decoração. Um pouco por toda a cidade encontram-se museus, jardins, monumentos e uma variedade de eventos, onde ambas as vidas local e histórica ganham vida.
Lisboa é uma cidade com uma vibrante vida cultural, sendo considerada um dos grandes centros culturais europeus. Mais antiga do que Roma, epicentro dos descobrimentos e de um vasto império desde o séc. XV, a cidade habituou-se a ser o ponto de encontro das mais diversas culturas, o primeiro lugar em que Oriente, Índias, Áfricas e Américas se encontraram e descobriram.
Mantendo estreitas ligações, sempre mais afetivas e culturais do que econômicas, com as antigas colônias portugesas e hoje países independentes, Lisboa é uma das cidades mais cosmopolitas da Europa.
A cultura de Lisboa é hoje, como sempre, a cultura da diversidade e da mistura. O eixo Alfama-Baixa/Chiado-Bairro alto é palco para a cultura erudita como para a popular, para a cultura jovem como para a tradicional. Em qualquer noite lisboeta, mesmo a um dia de semana, a oferta é variada, a um jantar com fado ao vivo no Bairro Alto pode seguir-se um espectáculo de ópera no São Carlos, ou um concerto de rock no Coliseu dos Recreios.
Lisboa: Uma cidade para passear
Conhecida como a cidade das Sete Colinas - Lisboa pode ser vista de cima por vários ângulos. Há os miradouros São Pedro de Alcântara, Santa Luzia e do Convento Nossa Senhora da Graça; a Esplanada do Adamastor; a Torre Vasco da Gama (no Parque das Nações, região novíssima da capital), o Cristo Redentor de Almada (cidade que fica logo depois da ponte 25 de abril), entre outros pontos. A região central deve ser percorrida a pé ou, no máximo, a bordo de um dos inúmeros bondes (lá chamados de eléctricos) que serpenteiam por trilhos em ruas apertadas do Bairro Alto, do Chiado, da Baixa, do Cais Sodré, da Mouraria e da Alfama.
Contudo, é ao andar por Lisboa que você se relaciona com a cidade, sente seus cheiros, ouve aquele delicioso sotaque, presta atenção em detalhes, olha vitrines, espreme-se nas calçadas estreitas das vielas ou expande-se nos passeios largos das avenidas, como a da Liberdade, moldura para desenhos em pedras portuguesas. Com a câmera na mão, certamente encherá por completo o cartão de memória da sua câmera digital.
Para chegar a bairros um pouco mais distantes - mas logo ali - como Belém, Estrela, Prazeres e Alcântara, pode-se optar por ônibus, trem ou táxi (o preço não é um absurdo). O transporte coletivo - que inclui um moderno metrô - é bem estruturado para o turismo e há passes especiais para um dia, três ou uma semana. Não estranhe o trânsito confuso e o hábito lisboeta de buzinar freneticamente - isso lhe parece familiar?
Reserve quase um dia inteiro para conhecer e fotografar (muito) o Belém - e comer, claro, o legítimo e imperdível pastel de nata (acompanhado de uma bica, o café expresso português) na Antiga Confeitaria de Belém, que funciona desde 1837. E faça muitas fotos de cartões-postais como o Mosteiro dos Jerônimos, a famosa Torre de Belém, o monumental Padrão do Descobrimento (que tem mirante também) e o Palácio de Belém.
Lisboa: Delicias gastronômicas
Para um país tão pequeno, Portugal conta com uma grande variedade de delícias gastronômicas. Regiões como o Alentejo, o Norte, o Sul e o Centro são marcadamente diferentes nos seus pratos típicos, e não só!
Tendo sido uma nação desde sempre ligada ao mar, portanto você encontra inúmeros pratos de peixe e de todos os tipos de marisco. Mas em Lisboa - ponto de encontro de culturas, sabores e especiarias - encontrará um pouco de tudo, desde cozinha internacional, a pratos regionais e cozinhas dignas de verdadeiros prêmios.
Mas o encanto de Lisboa vive nas suas tradições. A sardinha grelhada é a rainha, especialmente durante o verão e as celebrações dos Santos Populares...
Se você pretende trazer bons vinhos na bagagem a preços bastante convidativos, fuja das lojas "pega-turistas" da avenida da Liberdade. Mercearias e mercadinhos na Baixa e no Chiado têm ótima variedade a um custo bem menor. No Shopping Amoreiras, no bairro do mesmo nome, há um Pão de Açúcar (que nada tem a ver com os daqui) com uma seção de vinhos bem variada e a preços que chegam menores que o de casas especializadas. Também o magazine El Corte Inglés, que fica próximo ao Parque Eduardo VII, tem uma adega sofisticada e bem selecionada para quem busca vinhos mais exclusivos.
Comes & bebes típicos
Bacalhau - Encontrado em inúmeras casas especializadas e a preços que mesmo convertidos em reais ainda são mais em conta que comprar por aqui.
Vinho do Porto - No Solar do Vinho do Porto, ao lado do miradouro São Pedro de Ancântara, Bairro Alto, pode-se experimentar até 150 tipos diferentes na enoteca do local.
Pastéis de Belém - Ou pastéis de nata, é um dos muitos doces típicos. Comê-lo na famosa confeitaria do Belém, sempre cheia, faz parte de qualquer roteiro turístico.
Ginjinha - Bebida típica feita à base da ginja, frutinha que lembra a azeitona. Há várias portinhas de ginjinha espanhadas por Lisboa.
Queijos - O mais famoso é o leite de ovelha da Serra da Estrela, parte central do país. Mas a Vila Nova do Azeitão, a 40 minutos de Lisboa, produz queijos de ótima qualidade.
Castanha - No inverno, é comum ver um vendedor de castanhas assadas a cada esquina. São sempre uma dúzia, colocada em cones feitos de papel de lista telefônica.
Bifana - é o sanduíche de pão com carne de porco. Quase toda tasca (botequim) faz e vende muito na hora do almoço.
Lisboa: a maior cidade Portugal!
Lisboa, capital de Portugal, situa-se na margem direita do rio Tejo, no centro de Portugal. Por sua vez, Portugal está situado no extremo sudoeste da Europa e inclui os arquipélagos da Madeira e dos Açores no Oceano Atlântico. No continente europeu, o território português ocupa uma área de 88.889 km2 (com 218 km de largura, 561 km de comprimento, 832 km de costa atlântica e 1.215 km de fronteira terrestre com Espanha).
O aeroporto conta com voos diários para a maior parte das cidades do mundo, e está situado a cerca de 7 km a norte da cidade.
Quando ir:
Devido à sua posição privilegiada na Europa, ali na Península Ibérica, próximo ao norte da África, Lisboa não sofre com temperaturas muito baixas. Nesta viagem, em pleno inverno, a temperatura média foi de 12 graus. De seis dias de estada, apenas um foi tomado por uma chuva fina. Nos demais, o sol foi rei e o azul daquele céu convidava a muitas fotos.
Na baixa temporada, que vai de outubro a abril, visitar Lisboa é economicamente mais viável. Hotéis chegam a ter de 30% a 50% de desconto e outros preços também caem, já que o movimento turístico não é tão intenso. Na alta temporada, de maio a setembro, os preços sobem bastante (principalmente no verão europeu) e Lisboa fica abarrotada.
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