Símbolo da Alemanha reunificada, a cidade que sediou a final da Copa do Mundo de 2006 é uma metrópole que não esquece o passado e investe no futuro. POR RICARDO RIBAS Quando se pensa em Berlim, a primeira coisa que vem à cabeça é o tão famoso muro de dezenas de quilômetros que dividia a cidade, incrustada em meio ao território da antiga Alemanha Oriental. Hoje, passados 16 anos da reunificação da Alemanha, e de volta à condição de capital nacional, Berlim mostra a receita de uma cidade do futuro no presente, por meio da combinação de preservação do meio ambiente e arquitetura arrojada, transporte urbano impecável e conservação do patrimônio histórico. A primeira menção escrita à cidade de Berlim data de 1244. Desde então, a cidade foi capital nacional sob cinco diferentes governos - o Império Germânico, a República de Weimar, o Partido Nacional Socialista Alemão (Nazista), a Alemanha Oriental e, agora, a Alemanha reunificada. Cada um desses governos promoveu programas de construção e urbanização bastante ambiciosos, fazendo com que Berlim seja, provavelmente, a cidade com maior diversidade de estilos arquitetônicos no mundo. Na última fase de renovação urbana, deu-se especial atenção à área que antes era atravessada pelo Muro de Berlim e seus arredores. Daí surgiu um dos complexos arquitetônicos mais impressionantes do mundo, na Potsdamer Platz, que, até a reunificação, era apenas uma imensa área vazia, feia, do lado oriental, onde ficava o entroncamento de tráfego urbano mais movimentado da cidade. Terminada a Segunda Guerra Mundial, Berlim foi dividida em quatro setores, cada um administrado por um dos quatro países aliados: Inglaterra, França, Estados Unidos e União Soviética. Como a linha divisória passava entre o setor soviético e um dos setores ocidentais passava bem no meio da Potsdamer Platz, o espaço da cidade foi praticamente abandonado. Com o recrudescimento da Guerra Fria e a conseqüente construção do Muro de Berlim, em 1961, uma barreira física entre todo o setor soviético e os outros três setores ocidentais, a região virou, literalmente, terra de ninguém. Após a queda do muro e a reunificação da Alemanha, a Potsdamer Platz voltou a atrair a atenção, pois sua localização era estratégica, próxima ao centro da cidade, bem na divisa com o antigo setor oriental, ávido por investimentos. Conhecer a Alemanha é uma experiência extremamente enriquecedora. Visitar Berlim é obrigatório: além de possuir uma concepção urbana que une o moderno e arrojado à preservação do patrimônio histórico, a cidade tem uma vida cultural riquíssima, com centenas de museus, galerias, teatros, cinemas e eventos culturais dos mais diversos. Berlim é uma cidade multifacetada, onde sua origem histórica e os fatos contemporâneos se misturam. Essa é uma metrópole do futuro, e que merece ser visitada com calma. É preciso conhecer todas as histórias que Berlim tem a contar e todas as mensagens que ela é capaz de transmitir. A cidade também tem uma das vidas noturnas mais agitadas da Europa, com opções para todos os gostos. Lá, o problema não é encontrar algo interessante para ver ou fazer, mas dispor de tempo suficiente para desfrutar tudo o que a cidade oferece. Conheça Berlim! Compre sua passagem para Berlim Reserve seu Hotel para Berlim
Berlim tem uma vida cultural muito intensa. Além dos museus, existem inúmeras galerias de arte, cinemas, teatros e salas de concerto. Um dos lugares que melhor ilustra essa característica da cidade é o Kulturforum, complexo de galerias, museus e salas de concerto. Dentre as atrações, merece uma visita a Neue Nationalgalerie, ou Nova Galeria Nacional, dedicada à arte moderna internacional, projetada para permitir a exposição de grandes telas. Também faz parte do complexo a sede da Filarmônica de Berlim, ou Philharmonie, considerada uma das melhores orquestras do mundo. Os ingressos para as apresentações são caros e muito disputados. Portanto, caso haja interesse, é preciso reservar as entradas com alguma antecedência. Existem centenas de eventos diários em Berlim ligados a cultura. Tem tudo para todos; para os clássicos, gays, crianças etc. Apenas aproveite ao maximo todos os pontos culturais de Berlim. A cidade conta com três casas de ópera, duas de concertos, mais de 35 teatros e palcos, cerca de 250 bibliotecas públicas e pouco mais de 150 museus, sendo que os principais e mais suntuosos estão localizados na Museumsinsel, ou Ilha dos Museus. Caso não haja tempo, ou disposição, para visitar todos eles, o que não pode ser deixado de lado é o Museu Pergamon, ou Pergamonmuseum. Sua magnífica coleção, abrigada em saguões com pé direito de até 16 metros de altura, merece pelo menos uma visita. Destaque para o imenso Altar de Pergamon, atração principal, datado de 164 a.C., que foi transportado desde a Turquia, entre 1878 1886, pela equipe do arqueólogo CarlHumann. Os muitos museus berlinenses preservam a história, a arte e a ciência, formando um panorama único. Nos anos 20, a cidade era intitulada em placards e publicações como "a cidade da música e do teatro". Aos interessados pela cultura, a maior cidade do teatro e das orquestras, põe diariamente à disposição uma gama de espetáculos que vai desde o "Boulevard" até à ópera clássica. Teatros musicais, espetáculos de variedades como o "Wintergarten" e inúmeras revistas, procuram distrair o espectador com todas as suas variantes. Ao contrário de Colónia, Dusseldorf ou Maiz, em Berlim não se festeja o carnaval tão ardentemente. No entanto, todos os anos pelo Pentecostes, há aqui um acontecimento superlativo, o carnaval das culturas. Este projeto desenvolveu-se a partir da crescente internacionalidade de Berlim. Como cidade alemã com o maior número de estrangeiros (cerca de 440.000), o seu papel de "Integrationswerkstatt" (no sentido figurativo, oficina de integração social) é muito importante. A arquitetura de Berlim também impressiona. Após a queda do muro de Berlim, é possível notar a alternância de construções de vanguarda com edifícios enormes, modernos, apelidados de "torres de vidro".
Canteiro de obras Entre 1993 e 1998, o terreno deu lugar ao maior canteiro de obras da Europa, que gerou um complexo de diversos edifícios, shopping center, cinemas, bares, restaurantes, e um átrio coberto por uma imensa tenda, tudo em estilo arrojado e futurista. Caminhar pelo átrio e observar os edifícios sob a tenda são como estar em um cenário de ficção científica. Especialmente à noite, quando todas as luzes estão acesas. Isso tudo graças ao trabalho de alguns dos mais renomados arquitetos do mundo - e à injeção de vultosos US$ 3 bilhões. Já no quarteirão que compõe o Nikolaiviertel, o que chama a atenção não é o arrojo arquitetônico, mas a irretocável e primorosa reconstrução do núcleo original de Berlim. Vagar por suas ruas estreitas, calçadas por paralelepípedos, é como retornar à Idade Média. A única diferença é que, naquela época, não existiam os restaurantes, cafés e lojas que encontram-se hoje pelas vizinhanças. Isso faz com que Nikolaiviertel seja um dos recantos mais populares da cidade. Apesar da aparência conservadora do lugar, no quarteirão encontra-se o inusitado Museu do Cânhamo (Hamfs Museum). Além da exposição de utensílios antigos usados para se plantar e consumir a planta (mais conhecida como maconha), o museu é o único lugar de Berlim com permissão para cultivar o cânhamo. Toda a pequena produção é utilizada para a confecção de roupas e remédios. Além dos prédios extremamente bem conservados, o rio Spree - que, com o rio Havel, cortam toda a cidade - ajuda a compor um cenário charmoso em Nikolaiviertel. É uma mostra de como manter vivo o patrimônio histórico de uma cidade, visto que a área foi intensamente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. Bem próximo a Nikolaiviertel existem outras duas atrações: a primeira é a Berliner Dom, a catedral da cidade. A igreja foi erguida para substituir uma capela imperial que havia no mesmo lugar, demolida por ordem do imperador Guilherme II, e sua construção terminou em 1905. A razão original da construção era competir visualmente com a Basílica de São Pedro, em Roma. Entretanto, os berlinenses não gostam muito do seu estilo barroco, com influências do renascimento italiano. Outra curiosidade em relação à catedral é que ela abriga, em seu interior, os túmulos de mais de 80 membros da família real prussiana. A segunda, também próxima, é a praça mais famosa da cidade, a Alexanderplatz. Como ocorreu em praticamente toda Berlim, o local passou por diversas fases de revitalização. A área era utilizada como mercado de gado, no início do século 19. Em uma dessas fases, quando a Alexanderplatz estava dentro do território de Berlim Oriental, foi erguida uma enorme torre de televisão, a Fernsehturm, segunda mais alta estrutura da Europa, com 368 metros de altura. Inaugurada em 1969, esse marco arquitetônico, que pode ser visto de várias partes da cidade, é um dos locais mais visitados de Berlim e um dos símbolos da cidade. Contrapondo a seu estilo moderno, a igreja Marienkirche, situada ao lado da torre, exibe um estado de conservação impecável para uma construção com mais de 750 anos. Postadas do outro lado da praça, como para lembrar o passado comunista da Alexanderplatz, estão as estátuas de Marx e Engels. Aliás, a parte leste de Berlim reserva atrações muito interessantes, principalmente após a enorme injeção de dinheiro que se seguiu à reunificação alemã. É o caso do Hackesche Höfe, um conjunto de edifícios em estilo art nouveau agrupados ao redor de oito pátios internos e interligados, fervilhando de bares, restaurantes, galerias, pequeno comércio, cinema, teatro e também residências. Os andares superiores dos prédios que circundam os pátios são apartamentos residenciais em sua maioria. Somente os andares térreos são destinados ao comércio. Para quem não tem um senso de direção muito bom, é fácil se perder entre as passagens pelos pátios e demorar um pouco para retornar às ruas externas. Uma vez fora do labirinto, pode-se perceber uma coisa que não existe no lado oeste da cidade: os bondes, ou como se diz em alemão, strassenbahn. Esses pequenos trens amarelos percorrem trilhos que passam pelas mesmas ruas trafegadas pelos automóveis, disputando espaço e preferência com eles. Tudo com muita disciplina, claro. O sistema de transporte urbano coletivo em Berlim é extremamente organizado e eficiente. Além dos ônibus, existem três tipos de trens urbanos: o metrô, o trem de superfície e o bonde, ou U-Bahn, S-Bahn e Strassenbahn, respectivamente. Com eles, pode-se chegar a qualquer parte da cidade com relativa rapidez. Espaços Amplos Dentre as grandes obras de Berlim, está a Estação Central de Trem, ou Lehrter Banhof foi inaugurada 2006, e é a maior estação da Europa. Construída no mesmo lugar onde ficava a antiga Estação Central, destruída durante a Segunda Guerra Mundial, ficou pronta antes do início da Copa do Mundo. Berlim é uma cidade com extensa área territorial, nove vezes maior que Paris, embora possua uma população menor do que a da capital francesa. Essa baixa densidade demográfica, além das avenidas e calçadas largas, faz com que não se veja grandes aglomerações de pessoas ou carros pela cidade, com exceção dos pontos turísticos, nos períodos de alta temporada. Também sobra espaço para a conservação de árvores e outras plantas: cerca de um terço da cidade é ocupado por área verde. A principal delas é o Tiergarten, imenso parque situado no centro da metrópole, muito freqüentado pelos berlinenses. Nas imediações do Tiergarten existem algumas atrações bastante populares. Uma delas é o Portão de Brandemburgo, ou Brandenburger Tor. Dentre os diversos estilos arquitetônicos encontrados em Berlim, o Portão de Brandemburgo representa o neoclássico. Sua concepção foi inspirada pela Propylea, o portão de entrada da Acrópole de Atenas. A construção terminou em 1791 e, hoje em dia, serve como cenário para diversos megaeventos que acontecem na cidade. A Quadriga, escultura representando a Deusa da Vitória conduzindo quatro cavalos, foi acrescentada a seu topo somente em 1794. A propósito: a Quadriga já teve algumas idas e vindas. Em 1806, após a derrota prussiana para o exército de Napoleão, ela foi levada para Paris, tendo retornado a seu local de origem apenas oito anos depois. Durante a Guerra Fria, quando o Portão de Brandemburgo estava dentro dos limites de Berlim Oriental, o governo comunista da Alemanha Oriental decidiu retirá-la do topo do monumento. Além de a escultura ter sido bastante danificada durante a Segunda Guerra, seu estandarte carregava a Cruz de Ferro, símbolo do militarismo prussiano. Após a reunificação alemã, a Quadriga foi restaurada e recolocada em seu lugar com grande festa. Só um detalhe: originalmente, a Quadriga estava apontada para o Oeste; agora, está apontada para o Leste. O Reichstag Muito próximo dali está o Reichstag, onde funcionava o parlamento alemão. Inaugurado em 1894, o Reichstag foi palco de vários acontecimentos históricos, inclusive o incêndio que destruiu o prédio em 1933, planejado e executado pelos nazistas. Após os anos de Guerra Fria e a reunificação alemã, com Berlim voltando ao status de capital nacional, o Reichstag voltou a sediar o parlamento, ou Bundestag, em 1999. Para isso foi submetido a uma extensa reforma, inclusive com a adição de uma cúpula de vidro sobre seu teto. A cúpula, idealizada pelo famoso arquiteto britânico Sir Norman Foster, é aberta ao público e é um dos lugares mais visitados de Berlim. Possui, em seu centro, uma coluna coberta por espelhos e uma rampa em espiral que vai até o topo, de onde se pode ver boa parte da região central da cidade. É uma obra de arquitetura e engenharia admirável, sendo um programa imperdível. Existem outros edifícios ao lado do Reichstag, que compõem o Bundestag. Todos eles foram inaugurados recentemente e possuem um padrão arquitetônico bastante arrojado, privilegiando o uso do aço, vidro e concreto aparente. Dentre eles destacam-se o Paul Löbe Haus e o Marie Elisabeth Lüders Haus. O primeiro abriga os escritórios dos parlamentares e outros funcionários do parlamento. No segundo encontra-se a Biblioteca e os Serviços de Pesquisa e Referência do Bundestag. Os dois edifícios estão em margens opostas do Rio Spree, sendo conectados por uma passarela de aço que atravessa o rio, e por túneis subterrâneos. História, guerra e reconstrução estão sempre presentes em Berlim, seja na memória de seus habitantes, seja nos monumentos e construções ao redor da cidade. Dentre os monumentos dedicados a lembrar os berlinenses dos horrores que um conflito armado pode provocar, o mais incisivo é a Igreja Memorial Kaiser Guilherme II, ou Gedächtniskirche. A igreja, de estilo neo-romano, foi severamente atingida por bombardeios aéreos em 1943, mas sua estrutura de sustentação não sofreu abalos críticos. Em vez de ser demolida, foi mantida em sua aparência semi destruída, como testemunha inanimada de tempos obscuros, que os berlinenses jamais vão querer reviver, assim como não vão querer reviver o passado nazista, que tanto constrangimento ainda provoca nos alemães. Um dos ícones e uma das principais obras executadas pelo governo do Terceiro Reich foi o Estádio Olímpico, construído para ser a sede da Olimpíada de 1936. Com a gigantesca suástica que adornava a entrada substituída por um estandarte com o nome do estádio, o Olympiastadion sofreu uma série de reformas, e foi palco da abertura e final da Copa do Mundo de 2006. PARA SE DAR BEM EM BERLIM - Estando em Berlim, ou em qualquer outro lugar da Alemanha, não se pode deixar de tomar a bebida nacional alemã, a cerveja. Existem mais de 1.200 marcas de cerveja na Alemanha, todas fabricadas de acordo com a mais antiga norma de regulamentação de produção de alimentos no mundo, a Lei da Cerveja, de 1527 (Reinheitsgebot). Tanta competição e esmero na produção garantem a excelente qualidade da cerveja alemã. - Distante cerca de trinta quilômetros de Berlim está Potsdam, que pode ser alcançada por trem, carro ou mesmo pelo S-Bahn. Há várias atrações interessantes. Entre as principais estão o Palácio de Sanssouci (Schloss Sanssouci) e o Museu do Filme (Filmmuseum). - Berlim também tem seus próprios palácios suntuosos. O mais visitado é o Palácio de Charlottenburg (Schloss Charlottenburg).Construído em estilo rococó no século 18, o palácio serviu como residência de verão para a rainha Sophie Charlotte, esposa do rei Frederico I.Vale a pena uma visita ao seu requintado interior e aos imensos e agradabilíssimos jardins, que se estendem até o Rio Spree. - Todo o transporte público de Berlim é integrado. Com um único bilhete pode-se andar de metrô, trem ou ônibus. Além disso, pode-se comprar bilhetes válidos por um dia, uma semana ou um mês, sendo permitido fazer qualquer trajeto combinado entre ônibus, metrô e trem. É conveniente comprar o bilhete mais adequado ao tempo de permanência na cidade. Os táxis também são uma boa opção para quem não tem muito tempo disponível, já que seu preço é relativamente barato. - Para quem estiver interessado em fazer compras e gastar dinheiro, um dos locais mais indicados é a Kurfürstendamm, que os berlinenses chamam simplesmente de Ku'damm. A grande avenida é um dos lugares mais badalados da cidade, e possui diversas lojas de grifes famosas, além de inúmeros cafés e restaurantes. - A vida noturna de Berlim é bastante eclética e diversificada. Existem opções para todos os gostos, desde bares onde simplesmente se vai para beber, até casas noturnas especializadas em gêneros musicais específicos, do jazz ao punk rock.Destaque para os bairros de Kreuzberg e Prenzlauerberg.
A carne do porco, a batata & e o famoso chucrute foram e ainda são populares na Alemanha. Mas o cardápio é variado, é possível ir muito além do chucrute. Os alemães produzem 1500 tipos de salsicha, além de uma variedade enorme de queijos e presuntos, famosos no mundo inteiro. Um típico brasileiro geralmente pode combinar sua cerveja com um currywurst. Trata-se de uma salsicha apimentada servida com molho de tomate picante aromatizado com curry e batatas fritas. Outro prato típico é a boulette, espécie de almôndega frita. Não deixe Berlim sem experimentar a Berliner Weisse, a cerveja preferida na cidade. Tem sabor ácido, mas a tradição local recomenda servir com xarope de frutas silvestres, normalmente framboesa. Para não criar impressão errada, vale mencionar que Berlim nunca foi conhecida como grande centro culinário, mas como em todos os setores, a cidade atrai muita gente criativa e nova também na área culinária. Nos anos noventa houve um verdadeiro boom de restaurantes top de linha na cidade - vários restaurantes famosos alemães abriram uma filial na cidade, também muita gente jovem se lançou no mercado. Mas logo seguiram os anos de crise, e muitos restaurantes não sobreviveram. Não estranhe, portanto que em Berlim hoje parece até difícil de achar um bom restaurante que oferece aquela cozinha tradicional alemã mais pesada. Se você gosta de lingüiça, não vai passar fome em Berlim. Quase tudo é feito com lingüiça. Se você é fã de kebab shop, há também uma ampla opção de lojas em Berlim, já que a cidade tem uma grande comunidade turca. É possível comer bem por 3 euros. Todos restaurantes da primeira em Berlim oferecem cozinha internacional, variada com especialidades da região. Se for pela comida mesmo, vá ao "FIRST FLOOR", fica no Hotel Palace, O First Floor é indiscutivelmente o número um de Berlim. Já apenas uns 100 metros do FIRST FLOOR encontra-se o restaurante HUGOS, o número dois da cidade. Fica hotel Intercontinental com vista maravilhosa sobre a cidade. Melhor opção para quem gosta de um ambiente mais íntimo é o LORENZ ADLON no Hotel Adlon Kempinski, do lado do portão de Brandenburgo. Se quiser fugir do ambiente de hotel, considere o MARGAUX ou o VAU. O MARGAUX é um pouco mais frio de ambiente e fica também perto do portão de Brandenburgo. Já o Vau fica um pouco mais escondido numa lateral chique da praça Gendarmenmarkt, uns 5 minutos do portao de Brandenburgo. A vida noturna de Berlim é bastante eclética e diversificada. Existem opções para todos os gostos, desde bares onde simplesmente se vai para beber, até casas noturnas especializadas em gêneros musicais específicos, do jazz ao punk rock.Destaque para os bairros de Kreuzberg e Prenzlauerberg.
Berlim é a capital e a maior cidade da Alemanha. Está localizada a nordeste do país e tem uma extensão de 900 quilômetros quadrados. Foi a capital da Prússia e da Alemanha do Leste e é considerada como um dos maiores centros culturais da Europa. INFORMAÇÕES GERAIS Documentos exigidos para entrada na Alemanha: para estadas de até 90 dias, seja a turismo, para fazer um curso ou a negócios, brasileiros não precisam de visto. Entretanto, o país exige de quem vai do Brasil, além de passaporte válido, um seguro-saúde de pelo menos €€ 30.000 para cobrir eventuais problemas, como internação hospitalar, entre outros. Idioma: Alemão. Mas o inglês, principalmente nas grandes cidades, também é falado. Moeda: Euro (1 euro vale cerca de R$ 2,7, verifique a cotação do dia) Fuso horário: 4 horas a mais em relação ao horário de Brasília. Para ligar a cobrar para o Brasil: 0800-080-0055 Embaixada brasileira em Berlim: Wallstrasse 57, 10179; (00XX4930) 7262-8200 COMO CHEGAR Dois dos aeroportos mais modernos do mundo - Frankfurt e Munique - estão em terras germânicas. Partindo de São Paulo, é possível atingir qualquer um dos dois destinos em vôos diretos. Berlim tem três aeroportos: Tempelhof, Schönefeld e Tegel, respectivamente a 29, 20 e 8 Km do centro da cidade.
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