O destino Machu Picchu
Machu Picchu foi construída a 2.400 metros de altitude e está localizada bem no meio dos Andes, no centro-sul do Peru. Descoberta em 1911 pelo historiador americano Hiram Bingham foi considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.
A cidade foi toda construída por pedras, sem a utilização de cimento ou qualquer tipo de cola. A melhor época para se visitar é no inverno andino, de abril a setembro. É mais frio, mas praticamente não chove.
Para sair para a trilha inca, é interessante levar para na caminhada roupas grossas e confortáveis, tênis, saco de dormir, capa de chuva, cantil e máquina fotográfica, além de chocolates e frutas secas.
Vale a pena seguir a dica, pois a caminhada é longa e cada coisa a mais é um peso e tanto!
O caminho inca dura quatro dias e três noites, tendo distância total de aproximadamente 48 km. Pode parecer loucura encarar essa distância, mas vale a pena, pois chegar em Machu Picchu pela trilha é muito mais emocionante do que por trem.
Serviços: Como chegar em Machu Picchu?
Existem, basicamente, três formas de chegar em Cusco, de onde sai o trem ou a trilha que leva o turista para Machu Picchu: por avião, mais convencional e objetiva, por carro, através da estrada que atravessa a Amazônia brasileira e peruana, e pelo lendário Trem da Morte, essa última, uma viagem conhecida há décadas pelos mochileiros.
A primeira, por avião, é simples e pra quem tem pouco tempo: há vôos diários de diferentes empresas aéreas brasileiras e internacionais com destino a Lima, capital do Peru. A viagem, sem escalas, dura cinco horas.
A segunda forma, por carro, é uma aventura pela Amazônia antes de chegar aos Andes: a estrada Interoceânica, que será asfaltada até 2010, é a rodovia que permitirá a ligação por terra de Atlântico e Pacífico, através da conexão dos sistemas viários brasileiros e peruanos. Ou seja, é só pegar a famosa BR-364, que une os portos de São Paulo e Paraná, na costa atlântica, às selvas dos Estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre. Em Rio Branco, capital acreana, seguir em direção ao Peru, e a Cusco, pela tal estrada intercontinental.
Há partes da estrada já asfaltadas, mas muitas outras ainda em estado de terra, por isso, atualmente só é possível realizar a viagem com um carro com tração 4x4 e no período de seca, entre junho e outubro. Atrevessar a maior selva tropical do mundo para chegar até a cidade sagrada dos incas ainda não é fácil, mas vale a pena. Toda essa aventura dura, no mínimo, 15 dias.
A terceira maneira, pelo boliviano Trem da Morte, é o tradicional roteiro utilizado pelos brasileiros que vão a Machu Picchu. A viagem, ideal para quem quer gastar pouco e dispõe de pelo menos 20 dias, começa em direção a Corumbá, em Mato Grosso do Sul (Viação Andorinhas). De lá o viajante segue até Puerto Quijarro, fronteira da Bolívia com o Brasil, para tomar o famoso trem para a cidade de Santa Cruz de la Sierra, que faz o trajeto em 18 horas. Chegando em Santa Cruz de la Sierra , é preciso seguir até La Paz de ônibus.
Da capital boliviana, várias carros levam o turista rumo a Copacabana (ainda na Bolívia), na margem oriental do lago Titicaca. Do outro lado está a peruana Puno, de onde é possível seguir para Cusco e Machu Picchu, por trem (Peru Rail) ou ônibus, através de pequenas empresas de transporte locais.
Por causa do acordo de livre circulação entre os países da América do Sul, brasileiros têm acesso fácil ao Peru. Apenas com o RG é possível entrar em terras peruanas.
Cultura em Machu Picchu
O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.
Os habitantes da enigmática Machu Picchu são mesmo os turistas vindos de todas as partes do planeta. Sua peculiar beleza natural e arquitetônica, somada ao manto de mistério que se criou em torno da sua origem, transformou a cidade sagrada dos incas em um dos destinos turísticos mais populares do mundo.
Roteiro em Machu Picchu
A construção do século 15 atrai quase um milhão de visitantes por ano ao Peru, tornando-se o roteiro ideal para diferentes gostos e bolsos. É o principal objetivo dos mochileiros que querem explorar as mais belas paisagens da América do Sul.
Todos parecem ter a mesma opinião sobre o Santuário Histórico de Machu Picchu, como é oficialmente chamado: o lugar emite vibrações positivas que fazem do passeio um momento mágico, sem igual. Nos últimos anos, grupos esotéricos e religiosos vêm escolhendo o santuário como ponto de encontro para a realização de suas práticas místicas.
A cidade perdida dos incas permaneceu oculta durante cinco séculos. No início, estudiosos pensavam que se tratava de uma fortaleza, mas com o avanço das escavações descobriram que a maioria dos esqueletos eram de mulheres, surgindo a hipótese de o lugar ter sido um monastério para as "virgens do Sol", personagens fundamentais da vida religiosa dos incas.
Depois os pesquisadores sustentaram que o local foi feito para a observação dos astros. O monumento de pedra Intihuatana, que significa "lugar onde se amarra o Sol", era usado como um relógio solar para marcar as estações do ano. Estudos mais recentes defendem que a cidade foi um ostentoso mausoléu construído para Pachakuteq, fundador e primeiro imperador do extinto Império Inca.
Em meio a tantas hipóteses, uma certeza: a cidade dos Andes peruanos, era um lugar sagrado, onde somente o inca, a nobreza, os sacerdotes e as mulheres escolhidas podiam entrar.
Hoje, percorrer a famosa trilha que liga Cusco, a capital incaica, até Machu Picchu significa refazer a rota desses antigos habitantes andinos. O percurso, que faz parte da rede de caminhos que uniam os principais centros administrativos e religiosos do império, é um espetáculo à parte.
Gastronomia em Machu Picchu
Por se tratar de um lugar isolado dos grandes centros e extremamente turístico, conhecer restaurantes aqui pode não ser muito barato.
Para quem quer comer bem, e pode gastar, o Café Inkaterra (km 110 da linha férrea; www.inkaterra.com/en/machu-picchu/services/cafe-inkaterra), restaurante que faz parte do Machu Picchu Pueblo Hotel, é a pedida. Também conhecido como Café Amazônico, tem boa comida e uma vista privilegiada do rio Urubamba e das montanhas vizinhas.
Experimentar os especiais sabores da comida peruana preparados ao estilo francês no Indio Feliz é indicado para quem valoriza boa comida em um lugar aconchegante.
Mochileiros e viajantes podem encontrar opções mais baratas nos restaurantes que estão concentrados nas duas principais vias da cidade: a da linha do trem e a avenida Pachacútec. O Clave de Sol Chez Maggy Pizzeria é indicado como um bom lugar para conhecer outros turistas.